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sábado, 17 de agosto de 2019

A DEZ PASSOS DO PARAÍSO PERDIDO, SIGO SEM DESTINO!





A quantos passos do Paraíso estamos nós?  De repente tudo mudou. Valores trocados?  Sei lá... observo a programação da TV nas tardes da grande família.  Divirto-me com os diálogos do Agostinho Carrara com o Paulão.  Eu trabalhava tanto que na época nunca assisti. Agora o tempo está aqui sobrando. Junto com a solidão.  Acrescidos das crises de coluna, intermediados   pelo noticiário apocalíptico da Globo News, com falas enlouquecidas de um cara eleito pra presidente do Brasil que se acha um sabe tudo. Ontem, por exemplo, vi a entrevista do ex presidente preso que bradou sua inocência.  Mas sofri a morte do Peter Fonda.  Lembrei dos lances do filme inesquecível Easy Rider.  Como sonhei com aquela viagem sem destino pelas estradas da vida.
Talvez eu a tenha feito sem perceber. Saí por aí, no mundo doido, aterrissei  com 22 anos em Tóquio.  Tudo era estranho pra mim naquele fevereiro de 1972.
Eu ia em busca do Paraíso profissional ou pessoal? Difícil de definir. Tudo junto e misturado,  segui a vida.
Passaram-se mais de 50 anos. Perdi e reencontrei pessoas.
Ainda acho que estou longe de casa. Tenho a companhia de  cão e gatos. No dia a dia, tenho livros, filmes. Abri mão de redes sociais. Gosto de orações. Elas me acalmam. Perdi hormônios.  Encontrei velhice inexorável.  Aprendi a tomar medicação diária.  Cansei de viajar pelo mundo. Viajo dentro de mim. Falo com familiares e amigos. Vou seguindo. Na estrada da Vida vejo a injustiça e as guerras. As doenças e as mortes. Reaprendo a amar flores. Poesias. Bichos. Borboletas.  Frutas. Mares. Céus.  Perfumes. Canções.  Obras de arte. Frases positivas. Esperanças dos candidatos nas filas de emprego. Volto na tal esperança de que alguém me espera. Pode ser um ser de luz. Pode ser sim.
Estamos todos a dez  passos da catástrofe ambiental do planeta terra.  Talvez não.  Tentarei ser positiva. Melhor imaginar que o Planeta Azul se salvará.  Um dia!
Cida Torneros 

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