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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Picasso. Um gênio que amo. Sua Guernica é o símbolo antifascista da humanidade!



Ontem, assisti na TV Cultura ao último capítulo da série sobre a vida do pintor espanhol Pablo Picasso.  Interpretado por Antônio Bandeira, o personagem artista criou Guernica como protesto ao bombardeio fascista de Franco.  A obra só pôde retornar à Espanha depois da morte do ditador fascista.

A cena da agonia mortal de Picasso é comovente. Ele lembra dos seus amores da longa vida e encerra sua passagem na Terra pedindo papel para pintar. A arte foi seu grande Amor. 

Pude conhecer Guernica em 2009 no Museu Reina Sofia em Madrid.  Sentei no chão e chorei.  A emoção de sentir como um artista retratou a atrocidade do poder imposto por seres que se julgam superiores capazes de eliminar humanos inocentes com bombas ou fuzis. 

Os podres poderes seguem pelo mundo de hoje. Picasso é um grito de socorro que muitos sequer escutam. 

Mesmo assim, continuaremos a resistir aos seres de atitudes fascitóides, capazes de eliminar sem dó os pobres coitados e os que pensam diferente.

Picasso é um grito de esperança para nós que sabemos que o mundo pouco mudou.

Minha emoção com o seriado tem a ver com minha impotência por constatar a ascensão da extrema direita nesse planeta agonizante das mudanças climáticas e das desigualdades imensas. 

Um mundo de tantas intolerâncias e de radicalismos religiosos e de costumes. Onde se quer proibir beijo gay mas se que vender armas. 

Picasso me comove muito. Até me redime. Sua vida de pintor tenaz e talentoso me mostra que lutou como pôde contra a opressão fascista.

Nós também lutaremos. Como pudermos!

Cida Torneros 

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