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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Presente que ganhei no dia em que a Tunísia se lembrou do sonho da Primavera Árabe




Estamos em 2019. É setembro, mês do meu aniversário,  acabo de completar 70, daqui a pouco começa a primavera no hemisfério Sul. Ben Ali morreu hoje, era o terrível ditador cuja queda deu origem ao que se chamou Primavera Árabe,  em 2010.

Nesses 9 anos, o mundo árabe,  europeu, africano, americano, seja do Norte, Central ou do Sul, assim como a Ásia e todo o Oriente, tem passado por rigorosos verões ou intensos invernos climáticos e emocionais, mediados por outonos de tentativas de acordos políticos ou comerciais, mas as tais flores  primaveris parecem perder cores, enquanto os povos se desentendem e os criminosos se aperfeiçoam.

Se isso é demais para nossas cabeças,  há por exemplo o presente ameno que ganhei de minha amiga Vanderleia:  o livro do psiquiatra Augusto Cury intitulado " ansiedade, como enfrentar o mal do século".

Comecei a ler. Estou gostando muito.  Já destaco o último parágrafo do prefácio assinado pelo autor:
" O dinheiro compra bajuladores, mas não amigos; compra a cama, mas não o sono; compra pacotes turísticos,  mas não a alegria; compra todo e qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre; compra seguros, mas não o seguro emocional. Numa existência brevíssima e complexa como a nossa, conquistar uma mente livre e ter seguro emocional faz toda a diferença..."
Pois o livro trata sobre a síndrome do pensamento acelerado, mal que nos atinge a todos, queiramos ou não,  massacrados por excesso de informação,  nem sempre verdadeira, motivando uma humanidade adoecida coletivamente.

Esse presente é minha Primavera, hoje, aqui e agora.

Saúdo o povo da Tunísia por se livrar de um monstro, embora tenha que conviver com marcas.  Sei que grande parcela dos seres humanos ainda enfrenta mesmo seus sonhos de primaveras verdadeiramente livres de tantas flores mortais.

Saúdo o meu povo brasileiro porque na próxima semana, ao chegar a nossa Primavera, torço que ela nos traga de volta a esperança.
Cida Torneros

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