sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Católicos se organizam para enfrentar conjuntura socioeconômica

Os Elefantes Não Esquecem - Agatha Christie [RESENHA]

Lisboa




Poesia do chileno Pablo Neruda


Resgate do coração. Vi ontem. Amei!



Pela Netflix, assisti o "Resgate do coração " com prazer. Eu já tinha paixão  por elefantes. Depois desse filme, meu amor por eles aumentou. Recomendo. Porque o mundo é dos animais, nossos irmãos como dizia São Francisco. O animal humano é pequeno demais em físico e Espírito diante da grandeza dos seres de tantas espécies que nos ensinam a viver. O pior é que ainda não aprendemos. Viva cada floresta no mundo inteiro abrigando  criaturas iluminadas. A personagem Dra Kate, Veterinária,  me encantou. Sua atitude de escolher ficar na África,  deixando Nova York pra trás me fez pensar o quanto esse tipo escolha é sinal de evolução ou resgate.
O amor pode aparecer na savana um dia. A felicidade pode estar numa mamadeira que se dá a um bebê elefante. Lembrei de Agatha Christie:  os elefantes não esquecem.
Os seres humanos apagam tudo. Passam borracha ou matam. Explodem outros humanos como se eliminassem vestígio de sua própria manada.
Adorei o roteiro do filme que foi lançado agora. Vale a pena!
Cida Torneros  

Noel Rosa pra comemorar esta nossa República agonizante!


quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Kenny Rogers She Believes in me (Tradução)

Viva Chile!


Evidências. Autoria: José Augusto e Paulo Sérgio Valle. Composta em 1989


Primavera de Brasília



Estamos vivendo a Primavera de Brasília.  Às vésperas de completar 60 anos em abril de 2020, a cidade capital localizada no Planalto Central do Brasil vive sia Primavera social e política,  inusitadamente.

Governo central declaradamente de extrema direita ocupa o espaço planejado propositadamente socialista pelos arquitetos Niemeyer e Lucio Costa.

Brasília se viu sediando a Ditadura em 1964 e viveu sua fase de décadas entremeadas de conluios ,  perseguições e atuações ora tímidas e ora audaciosas do Congresso Nacional, como a promulgação da Constituição de 88.

A famosa Praça dos três poderes concentra hoje  os três institutos democráticos que não medem consequências para exercer suas atribuições e frequentemente entram em rota de colisão.

A reunião dos BRICS  veio sacramentar o paradoxo de necessidade de trocas comerciais acima de Tudo,  acima de viés ideológico. Dois dos chefes de estado presentes, Putin, da Rússia,  e Xigimping da China são aliados de Venezuela e Bolívia , ao contrário da atual politica de relações exteriores pregada pelo governo brasileiro.

Isso faz de Brasília o lugar da volta por cima. Lugar de revisão de discursos,  onde há que se redimensionar o alcance de cada ação do Executivo, do Parlamento e do Judiciário.

O mundo olha o Brasil, mormente observa o que se passa nessa Primavera repleta de paradoxos, extremismos a serem controlados, ânimos exaltados, economia a ser recuperada e, como flores precisam brotar, está é a estação da abertura de caminhos para a florescência  do colorido que faz coexistirem pacificamente as maiores diferenças.

Na primavera de Brasília,  há de haver espaço para mudanças de rotas diplomáticas e comerciais. Que elas sirvam para a redenção do Brasil gigante sempre adormecido. Hora de acordar para um novo mundo. 64 já era. O mundo já não se divide entre direita e esquerda.

Existem democracias e ditaduras sob os dois regimes. O Brasil republicano e democrático necessita interagir com todos à luz de um pragmatismo primaveril urgente.
Nossa Primavera é extensa. Emergente é nosso país cujo povo clama por melhores negociadores capazes de pensar nas classes menos privilegiadas e pobres justamente quando Índia,  África do Sul, Rússia e China nos visitam para traçar em conjunto o destino de populações diferentes que congregam um ponto em comum indisfarçável: há que unir esforços para salvar nossos futuros.

Na Primavera, Brasília  sedia os novos cursos da União possível entre os BRICS. Vejamos como vão se sair desta missão que antes parecia quase impossível.

Cida Torneros   

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Popurri mexicano


Maria Dolores


Professor Harari no Roda Viva


Janis Joplin. Maybe


Minha alma canta. Vejo o Rio de Janeiro. Estou morrendo de saudades. Pois é, Tom. Você e toda a torcida do Flamengo!


Não. Ainda não deixei o Rio de Janeiro definitivamente. Claro que viajei bastante e me ausentei várias vezes da cidade onde nasci  ou por motivo de trabalho ou Turismo. Sempre voltei, assim: Com a alma cantando como descreveu Tom Jobim. 

É essa saudade que nos faz morrer. Saudades daquele Rio de Janeiro que conheci desde a infância.  Saudosismo barato? Não.  Realismo avassalador.

Vivia numa cidade capital do Brasil até os 10 anos. Era uma menina suburbana feliz  e estudiosa do bom ensino público. Morava em Ramos. Cercada de afeto da família e da vizinhança festeira. Tínhamos o chorinho do seu Pixinguinha e a euforia do Cacique de Ramos. 

Ao passar para o ginásio,  pegava o bonde para um trajeto de uma hora até o Colégio Pedro II. No bonde,  também festejávamos. Algumas pessoas levavam bolo e guaraná nos seus aniversários.  Lá íamos nós atravessando a cidade rumo ao centro.  

Depois, na adolescência,  meus finais de semana eram na Copabana dos anos 60. Ali moravam meus padrinhos com 4 filhos. Na praia, dava pra jogar buraco em frente ao Copabana Palace. Estendíamos esteiras onde pousávamos as cartas. O mar era nosso refresco. Os vendedores  de mate e biscoito Globo viravam amigos íntimos. 

De noite, desfilar pela Atlântica,  descobrir bares novos como o Bip Bip, por exemplo, dar um pulo nos bailes na sede do Botafogo, sacudir o esqueleto,  namorar nas boates da Fernando Mendes, onde íamos de penetras, por momentos, fugindo da proibição para menores de 18. 

Como era bom ouvir bossa nova naquele tempo sem medo de assalto. Havia o beco da garrafas, um dos nossos points.

Claro que visitamos Ipanema e Leblon quando tudo parecia moda nova. O barato era arranjar uma carona e ir na Barra da Tijuca para tomar água de Coco naquela área imensa, vazia, sem prédios,  mar a perder de vista, barraquinhas onde se comprava milho assado ou cozido pra comer ouvindo as ondas de um mar azul feliz.

Quando era possível, a família fazia picnic. Ou nas festas da igreja da Penha, na Ilha de Paquetá  ou na quinta da Boa Vista.  Jogávamos peteca. Alegria total. Visitávamos o Museu Nacional. 

Por vício de ter sido a capital, o Rio concentrava poder mesmo após a inauguração de Brasília. Era comum cruzarmos com autoridades e artistas. 

Cidade maravilhosa que nos oferecia carnavais deliciosos com direito a bailes até no Teatro Municipal.  Neste, além das óperas e balés que assistia com meu pai, pintava sempre uma formatura de professoras com becas nos finais de ano.

Que Rio era aquele? A gente estudava pra fazer concurso e ser funcionário da prefeitura com muito orgulho.

Apesar da ditadura, em 68, íamos nas passeatas da resistência, sim. Vimos o processo de degradação da cidade acontecer.  A favelização desmedida  foi proporcional à irresponsabilidade política de governantes incompetentes.  

A falência econômica acompanhou a expansão de uma classe emergente que ocupou a Barra mas proporcionou o surgimento de bairros para abrigarem oficiosamente solo sem dono como por exemplo Rio das Pedras. Os bacanas precisavam de babás,  pedreiros, porteiros, domésticas,  etc. Foram chegando e se virando para viver nos imóveis construídos fora da lei, com vista grossa dos políticos ávidos de poder e votos. Bairros como Musema são o paraíso das construções ilegais e assassinas dos milicianos organizados. 

Sou servidora aposentada da prefeitura do Rio. Tenho saudade de um prefeito com quem trabalhei diretamente. Luís Paulo Conde. Era um arquiteto sonhador que amava a cidade. Fez o que pôde mas não pôde muito.

O Rio da minha saudade ficou pra trás.  O Rio das Milícias e do tráfico é o que me cerca hoje. Convivo com essa cidade endividada, partida, entristecida, sofrida, com serviços públicos precários, com índices  de violência máxima,  cujo povo ainda tenta preservar o tal espírito carioca. 

Aos trancos e barrancos,  estou isolada, aos 70 anos, na velha Vila Isabel, quase não saio de casa, assisto ao show das balas perdidas e ouço os tiroteios do Morro dos Macacos. 

No bar da esquina, o quadro com o retrato de Noel Rosa me lembra que aquele Rio existiu sim.

Era o Rio da Lapa boêmia,  um oásis de papo de bar descontraído.  Agora, os arautos da resistência fazem concursos de comidas de buteco, organizam blocos de Carnaval pela tradição de um Bola Preta,  dão espaço para o sucesso do bloco da Preta Gil e  
Anitta com dois " ts" não nega ser também uma emergente ex suburbana que vence as paradas e se impõe por aí.

Há inclusive um presidente paulista que virou carioca de condomínio da Barra, uma inusitada figura que repete " tá ok", como se lhe faltassem argumentos para explicar seus feitos em prol da cidade por quase 30 anos em que foi eleito e reeleito por votos dos cidadãos cariocas.

Agora, isso pouco importa. Não é esse o Rio da minha saudade.

Aquele lugar onde nasci não existe mais. O que ocupa seu status é este de tamanha confusão com prefeito e governador brigando por administração de Sambódromo ou hospitais, mas e o povo?

Ora, o povo foi bem definido pelo personagem do Chico Anísio. Que se dane o povo!

Ainda não deixei o Rio, mas sinto que o Rio me abandonou. Minha alma chora, vejo o Rio de Janeiro. Estou morrendo de vergonha.
Cida Torneros 

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Os fantasmas da extrema direita alemã


Parla piu piano


BRICS se reúnem em Brasília


Bob Fernandes


Lila Downs y Panteon Roco


Volver


Brenda Lee - Jambalaya

Jambalaya - (On The Bayou) - Brenda Lee - 1956

Jambalaya - Brenda Lee (Avery Winter, 2010)

Brenda Lee - Always on my mind.

Brenda Lee - Can't Help Falling in Love

Brenda Lee - Let It Be Me (1965)

Brenda Lee - If You Love Me (Really Love Me)

Brenda Lee - I'm Sorry

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Brenda Lee: O fim do mundo é quando você diz adeus!


A voz dela marcou minha adolescência.  Brenda Lee e sua Jambalaia me remetem a um tempo dos anos 50 e 60, muito aquém da realidade dos anos 2000. Havia a promessa de amores eternos apesar da guerra fria e do embate comunismo capitalismo.
Muitas teorias e ideologias cujas práticas resultaram no sofrimento das pós guerras mundiais porém a esperança sempre seguia renascendo.

Talvez a juventude fosse o bem mais precioso que tínhamos e nem nos dávamos conta do seu infinito valor.

Pego-me vivendo de saudades do passado. Acho isso péssimo.  As novas gerações merecem ter o direito de sobreviver o reinício do mundo com as condições sociais e econômicas descentes para provarem o gosto diverso das crenças em melhor convivência entre os povos.

O fim do mundo é quando alguém diz adeus à esperança ou se despede da ansiedade de amar o próximo.  Fim do mundo é nem ligar para os sentimentos dos seres humanos que não conhecemos mas sabemos que estão sofrendo com as perseguições,  as desigualdades, as doenças sem tratamento, as solidões dos abandonos, o isolamento que a ilusão do poder proporciona.

Isso sim é o fim do mundo. 

Portanto, se queremos ressuscitar esse planeta azul, vamos dizer alô.  Vamos abraçar os irmãos de raças,  credos, classes sociais, culturas e costumes diferentes. 

Reiniciemos o mundo com Amor. Ainda é possível nos apaixonamos ouvindo Brenda.

Não me diga adeus. Vamos reatar laços de respeito, solidariedade e empatia capazes de acabar com tanta guerra suja entre radicalismos idiotas e privatizações que só agravam os problemas e ampliam as distâncias entre nós. 

O fim do mundo é se desistirmos de nos abraçar à causa da humanidade passível de conviver com suas diferenças sem agressões físicas ou verbais.

Somos todos seres humanos,  pensantes, amantes de um impulso saudável para a perpetuação da espécie. 

Ainda não é hora de dizer adeus. O fim do mundo não chegou. Estamos vivendo a transição de uma era infeliz para acordarmos ao que se poderia chamar de era das luzes da ressurreição dos habitantes da Terra .

Somos as sementes capazes de germinar o Bem. Vamos nos juntar na corrente do recomeço deste mundo imenso. Não às guerras civis. Não aos armamentos nucleares. Não às injustiças constantes. Não ao desamor.

Sim ao melhor sentimento. Querer o bem do outro pode ser o primeiro passo dessa nova era. 

Cida Torneros

21 lições para o século XXI



Professor israelense Yuval Harari está no programa Roda Viva da TV Cultura.
Seus livros fazem sucesso no mundo todo.
Ele questiona o mundo e tecnologia monopolizada.

Fala sobre as redes sociais e a concentração dos dados.
Exemplificou por exemplo, sobre os dados médicos dos chineses concentrados numa só empresa monopolizadora.

Sobre a extinção de profissões para os próximos 30 anos diz que não temos idéia de quantas profissões cada ser humano terá que mudar em função de mentes flexibilização.

Estou assistindo.
Cida Torneros



Nat King Cole


domingo, 10 de novembro de 2019

Cajuína , amo muito essa música que Caetano fez homenageando o encontro com o pai de um amigo falecido.


Caetano tinha perdido o amigo Torquato Neto que se suicidou. Foi visitar o pai do compositor. Em lugar de consolar, foi consolado. Inspirou-se compondo depois esta obra prima. Sempre me emociono ao ouvi-la.
Cida Torneros 



El cabaret 85 anos!


Baião de Lacan. Guinga


When I dream


Papa Francisco


Crazy


Ciro Gomes fala sobre prisão de segunda instância


Clandestino