sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Coração materno. Ouvia essa música quando era pequena, com minha mãe. Imaginava o coração de uma mãe no meio da estrada perdoando o filho. Eu me emocionava sempre


Que será será


Que Sera Será... 42 anos depois, eu lembro o dia mais feliz da minha vida : 14 de dezembro de 1977



acordo no meio da madrugada
 meu filho que mora longe
faz aniversário
não posso abraçá-lo hoje
mas cá estou a pensar nele
como tenho feito  esses anos todos
parte de mim
aquele guri carinhoso e risonho
se transformou, cresceu, criou asas, voou...
tenho muito orgulho dele
disfarço como posso essa imensa saudade
torço cada dia por sua saúde e felicidade
é o meu eterno menino...
meu Léozinho companheiro de passeios infantis,
meu amigo consultor de dúvidas na internet
meu ser de luz que veio pra clarear meu destino...
Cida Torneros






Antologia de lá zarzuela


Lila Downs


Quero ver vc de perto


Ballet Allambra


Conversa com a autora de Ouro Verde


Dança flamenca


Mala estraña


Polichinela. Somos marionetes na mão dos poderosos.


Quando assisti esse filme da Sara Montiel, na companhia da minha avó espanhola Carmen Torneros que emigrou para o Brasil em 1910, estávamos num cinema de subúrbio carioca. Eu devia ter uns 10 anos.  Virei fã da cantora e atriz, mas só muito mais tarde fui compreender o poder da manipulação que os poderosos tem sobre nós,  suas marionetes espalhadas no mundo.

Cá estou revendo essa delícia.  Aos 70 anos seu mesmo que me submeto a uma plêiade de comandos econômicos e políticos capazes de nos matar em doses homeopáticas. 

Não é possível aparentemente, reverter este quadro.  Mas é saudável refletir a respeito. Faço isso agora. Polichinelo é um clássico.  

Vale desfrutar essa cena inesquecível além de sonhar com a liberdade de viver uma vida plena de direitos e dignidade.

Cida Torneros 

El consórcio. Grupo tradicional de cantantes españoles


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O bonde de Jesus


I need this girl


Michel Bublé


Sara Montiel. Eterna.


Jardins da Babilônia


Os três tenores. Natal de 1999


Bocelli e amigos


Boccelli


quando mamãe fez 90 em 2017


vou passar meu primeiro Natal sem mamãe Norma em 70 anos















Natal com mamãe em 2017


Eu e Dinha arrumamos na sala. ela participou muito pouco, mas comeu bacalhau. Tinha muito sono. ia completar 91 em janeiro. Em 2018, seu ultimo Natal conosco, não saiu da cama.

Neste 2019, ela esta no céu. Estou com tanta saudade dela que me dói a alma.

Fez 92 em janeiro e partiu em fevereiro. Me ensinou a ser forte, Estou tentando.
Cida Torneros

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Greta e Malala , elas representam mulheres da geração de Michele Bachelet. São a nova cara do feminino com voz para mudar o mundo.



Greta e Malala. As novas Lolitas sem sexualidade que assustam os machistas fascistas.

 Elas são as vozes femininas do século XXI. Não precisam expor corpos ou maquiagem. Esbanjam inteligência e pensamento crítico.

 Defendem causas corajosamente. Não estão buscando holofotes. Na verdade iluminam outros seres e dão esperança ao mundo que claudica a tropeçar em preconceitos e retrocessos.

Poderiam ser dois homens ou duas trans, ou jovens sem definição de sexo. O que as define é a força das idéias, sua disposição para a luta por um planeta de igualdades e respeito pelas diferenças.

Elas incomodam aos que viam na adolescência criaturas moldáveis para a indústria das "barbies girls".
São meninas moças com caráter independente.

Não são patricinhas do capitalismo nem tampouco consumistas de supérfluos.  Representam o novo olhar que pode mesmo mudar o mundo. Não vendem produtos como roupas, bolsas, perfumes e batons.

Essas "pirralhas" se expõem ao ódio dos conservadores e magnatas do capitalismo opressor. O tal capitalismo violador.

O modelo estuprador que se esfacela à luz do raciocínio lógico. O sonhado modelo da Justiça e da igualdade de oportunidades.

 Malala sofreu atentado. Sobreviveu. Ganhou Nobel.

Greta é alvo de bullying mas permanece impávida na sua marcha a favor do meio ambiente sustentável.

Os machos desejosos de carne fresca ou os pedófilos espalhados pelo submundo talvez as vejam como raras, verdadeiras pregadoras do desmanche de um ciclo torturante que submeteu as mulheres ao lugar de subjugadas nas sociedades dominadas pelos machos alfas.

Na verdade, elas oferecem para as feministas da minha geração,  70 anos, um alívio por terem nascido.

Bachelet é da minha geração.  Médica chilena que chegou à presidência, depois de ter comandado as forças armadas chilenas,  e hoje luta pelos direitos humanos na ONU.

Greta e Malala me representam! Elas são a nova cara das adolescentes antenadas do planeta. Os meninos,  também pirralhos, têm muito que aprender com sua coragem.

Não precisam mais sonhar com armas pesadas e guerras imbecis. Os novos HOMENS terão que repensar seu lugar ao lado de mulheres realmente fortes cuja força está no pensamento e não na musculatura.

Cida Torneros 

A vida invisível


Carta de amor


Una vida ( viva las cantantes mexicanas)







Gosto muito dela. Natália Laforcade faz parte do rol de cantoras mexicanas que acompanho de perto. 
São ousadas e tradicionais aos mesmo tempo. Talentosa como as outras, Natália traz a juventude em flor em canções de mensagens fortes. Com suas companheiras ela faz parte de um grupo feminino talentoso e sensível.  Quando se apresenta mostra a alma. 

Como as outras. Pena que seja pouco conhecida por aqui. Tem a ver com a barreira da língua,  acho. 

Porém a arte índio- americana-latina salta em nossos sentimentos de populações colonizadas por europeus que em certa época substimaram a força das nossas tribos ancestrais. 

Quanto às mexicanas, parecem concentrar um laço especial de gritos de liberdade por esta América Latina tão necessitada de mostrar sua história e seus sentimentos peculiares.

Sou sua fã incondicional. De Natália e delas todas. 

Cida Torneros

 



terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Nuestro encuentro


O pior presidente eleito do mundo


Nos dias atuais, revendo o futuro de um mundo em que já sonhei...


Fico confusa com a avalanche de informações que me  bombardeiam  diariamente. Talvez não tenha sido exatamente o futuro que sonhei,  A tormenta das mudanças climáticas, essa eu antevi naquelas aulas em 2005, no curso de MBA em gestão Ambiental, quando estudei sobre as emissões de carbono e me dei conta, definitivamente, que a humanidade tinha escolhido a exploração das riquezas naturais do Planeta, em detrimento da qualidade de vida ou sobrevivência digna dos seus habitantes.

Eu já tinha 55 anos quando estudei isso, talvez ali me dei conta do quanto tinha sido sonhadora desde a juventude dos anos 70, quando imaginei o triunfo de uma sociedade socialista sobre uma sede capitalista de louca perseguição de lucros à custa de trabalho escravo comum em toda a história dos povos conquistadores e colonizadores de  tantas civilizações por milhares de anos.

Ledo engano. agora, aos 70, vou me afastando, como posso, desse noticiário com que trabalhei mais de 45, vou me blindando para não enfartar.

Nem quero falar  de politica ou ideologias,  ou desigualdades sociais, ou regimes ditatoriais, ou de marketing de esquerda ou direita, Já os ultrapassei pois são farinha do mesmo saco.

O DEUS capital comanda os templos, as tropas, as guerras, as carências de hospitais e escolas, revejo que sonhei com um futuro de ilusões quase infantis. Li tanto, estudei tanto, acreditei tanto, até rezei tanto, fui muito manipulada e busquei  verdades onde existem mesmo jogadas além do bem comum comandando uma casta de minoria concentradora de riqueza sobre uma maioria  sobrevivente na miséria.

Nunca fui pessimista. tem gente boa por aí, Claro, são santos combatentes defensores  dos povos indígenas, do clima, dos injustiçados e dos velhos abandonados ou dos órfãos de guerra.
Soube ontem que os EUA ainda mantem 14 milhões de soldados no Afeganistão que sequer sabem  exatamente porque lá estão. Lutam por lutar. Morrem por morrer. Matam por matar.

Isso é próprio dos temas de jogos eletrônicos, eliminar inimigos imaginários. Um sucesso internacional, A juventude atual se fantasia como heróis que morrerão de overdose de fantasias de Star wars,

Meu otimismo anda confuso. Porém ainda bate em mim um coração apertado que se emociona, Que se conforta com alguma oração, crendo em pessoas do bem, aquelas que se destacam em obras de caridade,

Tenho 5 gatos e um cachorro que herdei da minha mãe. São grandes companheiros. Amigos e amigas também sei que os prezo, familiares idem. Cada qual vive suas vidas, eu sei. 

Vou vivendo a que me resta. Conto os tostões e sobrevivo,
Já não sonho tanto, Sonho quase nada. com um mundo melhor talvez, porque ainda creio em milagres.

Com o futuro, já não sei dizer, Meu futuro é hoje, É comer um mil folhas da padaria aqui de vila Isabel, É assistir um capítulo da novela Ouro Verde, é ler um pouco mais do livro do Padura sobre a morte de Trotsky, é poder ver um filme do velho  Woody Allen, é fazer fisioterapia para a coluna, é superar dores físicas e driblar as emocionais para não surtar,

Se alguém sonhar por mim,  que o faça com pudor e respeito, Prometo agradecer, se houver outra vida, quem sabe.
Cida Torneros

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

ABBA I Have a Dream * Legendado em Português.

Champagne - Peppino di Capri ( com legenda )

QUANDO UM HOMEM AMA UMA MULHER

Fadas


Desabafo


O amor de Bia e Jorge


O projeto secreto de poder do mundo gospel


Oração de São Francisco


It had to be you


domingo, 8 de dezembro de 2019

Smile


Kenny Rogers & Bee Gees • You And I (Tradução)

Matthew Fisher Can't You Feel My Love (Tradução)

star wars


O divã


Nalva Aguiar


Rebelde todo dia : lançamento 13 de dezembro




Ciro Gomes. Entrevista


Woody Allen é Nova York!















Minha amiga Rosana me convidou e fui encontrar com ela e sua mãe d. Emília, no cine Reserva Cultural , em Niterói,  para assistirmos o mais novo filme dirigido por Woody Allen.  Ele acaba de completar 84 anos. 

O filme mostra um jovem novayorquino que deve ser o alter-ego do próprio Allen cuja paixão pela cidade sempre é tema recorrente em sua vasta obra.

 Ultimamente ele enfrenta problemas relativos a denúncias e certo boicote de patrocinadores . Mas seu talento é inegável.  O filme mostra jovens que buscam se encontrar naquela sociedade capitalista tão misturada e simbólica de valores cuja exportação tem na indústria cinematográfica um aliado principal.

A chuva de Nova York dá o tom romântico às imagens do Central Park com suas alamedas quase misteriosas. O Museu visitado pelos personagens me fez lembrar minha única viagem àquela cidade, em 2008. Quando lá estive passei um dia inteiro naquele Museu Metropolitan e gastei algumas horas só na ala egípcia.  Naquele dia pensei: os americanos trouxeram peças demais da civilização milenar pra cá.  Sinal de um imperialismo propositivo. Deve ter rolado muito dinheiro para mostrar ao mundo que os EUA são capazes até de importar história para se impor ao mundo como uma conquista ocidental.

Hoje, uma outra civilização milenar e oriental se contrapõe ao exibicionismo norte americano: a China.
Há um embate comercial e civilizatório acontecendo entre eles. Disso sabemos pois nos afeta diretamente.

Allen é sutil quando seus personagens dialogam sobre valores como arte, por exemplo. O clássico piano bar dos clubes e hotéis espalhados nos bairros históricos da cidade que não dorme,  conferem ao filme um toque de localização explícita daquele fim de semana chuvoso quando o jovem Gabsty finalmente compreende a Mãe rica que se confessa ex prostituta e esclarece a busca dele por valores do submundo que provavelmente estão na sua genética. 

Claro que Allen já fez filmes melhores. Entretanto,  levando-se em consideração sua idade e seu momento, há que se aplaudir o talento desse típico ser feito da cidade que ele expõe como ninguém. 

Traz Nova York pra nós com seus meandros de sutilezas variadas e suas psicanalisadas cenas de buscas pessoais onde os americanos ou os turistas vão buscar origens consumistas para responder perguntas para um modelo opressor com aparência democrática.  É permitido sonhar com riqueza naquela cidade que tem em Allen um tradutor esmerado para costumes ou recantos eternizados em sua obra.

Valeu a pena conferir que o diretor octogenário segue nos entretendo com diálogos e imagens que nos divertem e nos levam a refletir sobre tal carisma de um lugar onde o sonho de fazer parte dali foi cantado por Sinatra e Liza Minelli tantas vezes. New York. New York. 

Allen é parte dela inegavelmente com certeza.  Eu,  quando lá estive, me senti peixe fora d'água mas gostei de ir aos museus, ao Central Park, passear de barco no Rio Hudson, no Metrô,  mas Avenidas numeradas e ver de perto a estátua da Liberdade. 

Allen é livre para decifrar os mistérios de uma Nova York repleta de histórias e segredos originais. 
Isso, ele ainda sabe provocar com maestria, ele é a própria voz de NY. 
Cida Torneros