sábado, 21 de dezembro de 2019

Sara Montiel - La Violetera

O Brasil todo no divã ou viveremos a " Velhice chilena"


Há tempos tenho conversado com colegas jornalistas, psicanalistas, professores, de diversas gerações e observado que o Brasil não conhece mesmo o Brasil múltiplo como cantou Elis Regina.

Noutro dia um amigo que tem mais de 70 me mandou um depoimento.  Vou omitir trechos. Vou transcrever o básico.

"Bom dia  linda amiga.
Como está você?
Estou tentando escrever uma síntese do que foi o diagnóstico do Mia., meu antigo analista durante 9 anos e médico psiquiatra ateu que ainda exerce a profissão aos 84 anos,  como um conhecido psicanalista dos psicanalistas.
Esqueci de lhe dizer que ele me receitou um antidepressivo leve. Isto porque ele diagnosticou que eu tenho uma consciência muito ativa do que acontece comigo  e que isto obviamente me leva a antecipar, com muita lucidez, o que realmente tem tudo para acontecer comigo, o que me leva a viver ao mesmo tempo duas realidades: a atual e a futura, o que ele chamou de uma "velhice chilena", que ocorre "desde que governos neoliberais, fascistas ou não,  condescendentes com o capitalismo escravagista assumiu sucessivos governos naquele país ". M. é  ateu convicto, eu já o conheci assim nos anos da minha vida universitária.  Disse para eu não me enganar com fantasias nem com religiões, e afirmou que às vezes costuma acontecer na  vida  dos clientes "alguma coisa  que vocês chamam de deus,  tipo uma fagulha  inesperada,  que às vezes muda situações/quadros que a Psiquiatria não consegue explicar com clareza". E que isto eu encontraria apenas nas filosofias orientais tipo budismo, yoga ou hinduísmo,  cuja prática religiosa induz a estados de meditação e de calmaria na mente, para um viver melhor.
Estou juntando retalhos do que ele me afirmou.
Vou tentar juntar o que seriam saidas práticas para a minha situação,  que ele e outros psicanalistas estão conversando a respeito, porque segundo ele são coisas novas que estão acontecendo com muita rapidez em um país "governado por um psicótico ". Acho que foi esta palavra que ele usou para definir o Bozo."
Na realidade,  o país nessa guinada para o comando da extrema direita encontra-se à  beira de loucura enfrentando crises sucessivas de falta de identidade, confundidas com seitas de cunho pentecostal, teorias terraplanistas,   retrocessos diante dos avanços da ciência e total incapacidade de investir em educação de qualidade.  Parece que paramos criaturas teleguiados sem rumo certo mas que repetirão chavoes mesmo que não os entendam. Seus inconscientes estão atormentados.  Vivem temendo um suposto comunismo que não existe mais. Fazem ressurgir preconceitos que julgávamos tinham sido ultrapassados.

"Velhice chilena". Sim estamos padecendo dessa síndrome.  O que fará de nós marionetes empregadas pelos neoliberais abastados que certamente nos escravizarão.

Quem viver, verá.  Precisamos de muita psicanálise para lidar com este maciço poderoso que junta poder bélico ao poder populista religioso e até ignorante.

O BRASIL  é um lugar de muitos experimentos . Seremos ótimas cobaias ou muitas vítimas de genocídios em série.  Para fazer frente à tal  " Velhice chilena", sugiro " Juventude Nacional".
Gente jovem que esteja a fim de recomeçar fora desses padrões podres. Como? Deixando os bons pensamentos invadirem o que chamam de militância da velha política.  Sim, lutando com as armas da educação e da ciência.  Abominemos estes discursos grosseiros de gente oportunista que teimam em nos massacrar. Lutemos. Ou vamos enlouquecer!
Cida Torneros 

Lá mujer perdida


Star Wars




Chico Buarque e Clara Buarque - "Dueto" (Vídeo Oficial)

Chico Brown - Por dentro de "Massarandupió" (Chico Buarque - Caravanas)

Dona Carola


Olhos nos olhos


Grande Mário Quintana


sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Roda viva. Chico Buarque de Holanda


O coração não tem idade


Nós desejamos a você um feliz Natal


Cálice (Cale-se). Chico Buarque & Milton Nascimento.

24 CANTA, CANTA, MINHA GENTE

História de amor


Raul Seixas - O Dia Em Que A Terra Parou. Em 2020 vamos tentar outra vez!



O Raul morava no Residencial Aurora, na Frei  Caneca, em Sampa, num tempo em que eu também vivi ali, naquele apar hotel pertinho da Paulista. Foi lá que ele morreu. Era um gênio atormentado. Eu o via magrinho, mas nunca falei com ele.

Na verdade, sempre falei, em pensamento. adorava seu trabalho, era sua fã, continuo sendo. Em 98, quando me separei de uma convivência de 24 anos, sua música "Tente outra vez" foi um embalo no meu recomeço de vida aos 48 anos.

A Terra pára para protestar às vésperas de 2020. Só nos resta, tentar de novo, Raulzito, Você continua genial!!!!

Cida Torneros



Raul Seixas - O Dia Em Que A Terra Parou !


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Marisol. Pepa flores


Livros? Por que escrever mais algum?





Ando preguiçosa.  Sei que preciso escrever um de poesias. Elas já estão prontas. Só preciso selelecionar e publicar.

Mas me devo um romance , com certeza.
Haja concentração para estruturar uma história que venho imaginando há tanto tempo.
Cida Torneros

Adelita


Claudete Soares


Santíssima Trindade: os milhões, o Espírito Santo Queiroz, o Filho Flávi...

Chico Buarque - "Quem te Viu, Quem te Vê" (Ao Vivo) - Carioca ao Vivo

Paula Toller - A Fórmula Do Amor

VOCÊ É REAL- SIMONE

Maria passa na frente


Amor proibido


A paixão tem memória


O amor em paz.


Viva el pasodoble


nov
26
Postado em 26-11-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 26-11-2013 12:21

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CRÔNICA
ESPANHA NO CORAÇÃO
Cida Torneros
Uma das conversas mais interessantes que travei em Espanha aconteceu em Barcelona, no almoço, no dia 7 de outubro de 2012. Tinha chegado àquela cidade catalã, pela segunda vez na vida. Ia ficar somente um dia e uma noite. Despedira-me , bem cedo, dos meus amigos Denise e Terry, na casa de quem passara 18 maravilhosos dias, em Sao Miguel de Salinas, Alicante. Foi na estação ferroviária antiga, por sugestão de Denise, que peguei o trem costeiro em direção à Barcelona. Uma viagem linda, inesquecível, beirando o mar, passando por Valencia, e por Chipiona.
Na viagem, que durou umas 4 horas e meia, meus pensamentos voaram, rememorando laços pessoais com a cultura espanhola. Sua comida, habitos, música, a influencia da avó galega, o período profissional em que editei um jornal dirigido aos imigrantes que vivem em várias cidades brasileiras. Perdi a conta de quantas vezes ouvi tauromaniacos torcerem contra os touros negros. Minha pena pelos animais, entretanto, nunca foi um empecilho para compreender uma febre cultural que os novos tempos se encarregariam de encerrar.
Na passada por Chipiona, meu coração se encheu de lamento, imagens recentes, de 2006, em que chorei muitas vezes, assistindo, desde a sala carioca da minha casa em Vila Isabel, a agonia, doença e falecimento da grande Maria del Rocio Jurado, a cantora que estava casada como o toureiro Ortega Cano, adorada pelo público, homenageada pelo povo, pranteada por nós, amantes do amor ao desafio da vida!
Orei por ela, sabia que seus restos mortais se encontram ali, segui a viagem me deliciando com a paisagem, precisava aproveitar meu último dia e a noite em Barcelona, onde iria dormir num hotel próximo ao aeroporto, de onde embarcaria rumo ao Brasil, bem cedinho.
Peguei um táxi, devia ser meio dia, fui direto ao bar Espanya, um tradicional pequeno restaurante, ponto de saída das vans que saem em horários pré estabelecidos para o hotel distante do centro da cidade.
Sentei para almoçar, pedi ao garçon que me servisse o prato do dia, degustei a delicia, comi um “dulce” e um cafezito, enquanto conversava com o senhor que era gentil.
Ele me disse que a condução chegaria somente às seis da tarde, que eu podia deixar a bagagem guardada ali e passear um pouco. Contei-lhe que dois anos antes, com duas amigas, estivera na cidade por uma semana e apreciara quase tudo.
Então ele me perguntou se eu visitara a antiga “plaza de touros” onde agora funciona um shopping. Eu respondi negativamente e aceitei a sugestão de ir a pé até o lugar onde por tantos anos milhares de pessoas viveram o glamour das touradas.
Foi entao que perguntei se ele gostava delas, ouvi uma resposta sincera de um homem maduro, nascido naquela cultura, que enfim, me emocionou.
Ele se declarou dividido. Falou que sua emoção desde menino o fazia torcer pelos toureiros, mas que sua razão, de homem consciente, o induzia a aceitar a proibição da prática medieval.
Bem, disfarcei meu derretido estado de saudosa criatura que ama o clima taurino também, mas que, como ele, entende que não se pode ter prazer com tortura de animais tão bravos, valentes, sacrificados.
Fui ao shopping, na ex praça de touradas, passeei, subi ao topo, fotografei, fiz compras numa loja oficial do Barça, time de futebol, imaginei como teriam sido as tardes festivas de corridas de touros, dezenas de anos atrás, por ali, onde a vida seguia em novo curso.
Ao voltar, parei para lanchar num bar de esquina, o ar catalão me impregnava de sonhos, pedi a alguém que me fotografasse, meu coraçãozinho inundou-se de saudade do canto de Rocio, ela tinha enfrentado o touro negro da morte, com galhardia, tendo ao lado o amor do seu toureiro.
Caminhei, refletindo que, agora, ela vive e canta o pasodoble encantando cada alma como a minha, apaixonada por histórias, dividida como a do velho garçon do Bar Espanya, ente a emoção intensa e a razão passageira, imprevisível e fascinante, como o amor, a dor e a vida.

Maria Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, edita o Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi originalmente publicado.


Comentários

Cida Torneros on 10 Janeiro, 2014 at 23:12 #
Viva el pasodoble, siempre!

Ieda T Gouvea on 7 outubro, 2014 at 22:27 #
Cida, vi hoje sua cronica! Amo Rocio Jurado e gostaria que os membros do Club de Fans Oficial pudessem ler. O que você acha?
Um abraço.
Ieda

Cida Torneros on 8 outubro, 2014 at 10:22 #
Oi Ieda, obrigada. Acho ótimo, também amo 

Massimo Raniere


Contigo aprendi


El dia que me quieras


Deus olhe por Natalie Cole no Reino dos céus onde está junto a seu pai Nat!

Que mundo maravilhoso!


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Cambia Todo Cambia

Nat King Cole - Ansiedad.

La Malagueña - Gaby Moreno - 10/29/2016

Julio Iglesias - Un canto a Galicia

Willie Nelson & Julio Iglesias - To All The Girls I've Loved Before (Live)

Willie Nelson - Seven Spanish Angels (Video)

Willie Nelson & Julio Iglesias - Spanish Eyes

Minha primeira aula de Flamenco!



Dia 18 de dezembro de 2019.

Tenho 70 anos!



A professora Izabel,  de dança flamenca , foi um doce comigo. Era minha primeira aula de bailado espanhol, e ela foi atenciosa e paciente.

Eu tenho limitações físicas, além da idade, pois lido com uma escoliose avançada desde a adolescência.

Adorei que como fundo musical ouvimos a música do touro enamorado pela lua.

Claro que me cansei e me esforcei para movimentar dedos , braços,  pernas, postura que no meu caso é quase impossível.  Mas o importante é a sensação de recomeçar todo dia a vida.

Minha alegria em tentar é superior à dificuldade de aprender.  Amei a experiência. Vou continuar em 2020.

Questão de não me entregar ao completo sedentarismo neste momento.

Obrigada, Izabel, "muchas  gracias "  .
Hasta pronto!
Cida Torneros

Saia do meu caminho


La vida es bella


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Perder um amor. Reencontrar um amor. Sorte ou destino...


Quando ouço e vejo a interpretação desta música na voz de Lara Fabian, penso que encontrei e perdi muitos amores. Foram tantos em números superficiais e foram poucos em encontros interiores verdadeiros. 

Deixaram muitas lembranças.  Boas, em sua maioria. Mas eu sabia que ficaria sozinha.  Muito livre e dona do meu nariz, uma amante hetero e feminista que sempre se sustentou. Fiz 70 e preciso de companhia em casa. Porque meus problemas de coluna me tiram o equilíbrio e caio  muito de madrugada.  Vou contratar alguém.

Custo a levantar.  Fico pensando se algum amor iria me levantar.  Talvez. Ponho gelo nos lugares que depois ficam roxos.  Tento  depender o mínimo dos outros. Mas tenho que resolver. Já pensei no asilo. Faço RPG e fisioterapia.  Vou voltar a fazer análise.  Meu escape é escrever. Ou ler muito. Ou ver muito filme.  Ou ouvir muita música.  Também faço Crochê.  Como minha mãe fazia.

Aliás o luto por ela está difícil. Vou tentar ir  a umas aulas de dança flamenca. 
Meio perdida de amores do passado e meio encontrada com amores do presente. Nem sei se os terei no futuro.

Agora sei que tenho sido bem amada. Até agradeço à vida. Nunca me faltam cortejos de homens de muitas idades. Jovens e maduros.  Talvez pelo meu temperamento alegre e solto.

Mas sigo só.  Saia do meu caminho,
 como cantou o grande Belquior.

 Eu prefiro andar sozinho.

Mas perder um amor é tragédia.  Reencontrar um amor.
É sorte ou destino...

Cida Torneros


Suástica no boteco


No te conozco


O circo chegou? Querem uma democracia de um partido só?



Conversa com Bial


Mãe da Piedade


Nossa Senhora da Piedade


segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Ney Matogrosso - "Viajante" (TV Manchete, 1984)

Ney Matogrosso - "Viajante"

O Estrangeiro - Caetano Veloso (Com Letra na Descrição) - Legendas

O estrangeiro, impacto de música que Caetano nos presenteia no final de 2019, o ano que não começou e já Foi!


Não vi um capítulo sequer da tal novela da Globo. 

Mamãe partiu em fevereiro mas como boa brizolista que era,  em sua casa não se via nada da Globo. Exagero de eleitora que aprendi a respeitar. Mas não sou radical a tal ponto. Gosto da Globo News embora observe que não há jornalismo isento. 

Quanto às novelas, vi uma, na minha casa: Roque Santeiro. Dela, jamais esquecerei. Foi um tapa na cara de um Brasil tão mentiroso. Isso deve ter acontecido há décadas. 

Atualmente, para distrair, acompanho "Meu coração é teu", mexicano enredo que o SBT transmite nos fins de tarde. Sou fã ardorosa da "Ouro Verde ", na TV Bandeirantes ", com artistas brasileiros e portugueses, de um tema atual que acontece em Lisboa e na Amazônia. 

Entretanto, tomo conhecimento, através do site Bahia em Pauta, desta canção do Caetano. Eu me arrepiei todinha.

É o meu sentimento carioca de viver na terra arrasada que aos olhos do mundo ainda continua linda. Os navios da temporada de cruzeiros já começaram a chegar. O verão brabo aquece os corações. 

 Nada,  nem tantos fuzis, milícias ou tráfico apaga o brilho de um espírito carioca de ser. 

Aqui se respira o jeitinho maneiro de juntar estrangeiros do Norte, Sul, Loeste e Oeste, em comunidades que enfrentam guerras mas não abrem mão do samba ou do funk.

O Rio é mesmo uma serpente de muitas cabeças.  Elas brotam até na famigerada corrupção ou no caos da administração temático-religiosa que desmontou o atendimento de saúde pública e tenta abominar o Carnaval.

Sobreviveremos. Do Leme ao Pontal como diria Tim Maia , de Madureira a Rio das Pedras,  da Penha à minha Vila Isabel, como cantou Noel.

Cá estamos para novos desafios. Podemos olhar da nova Roda Gigante, observar como foi  este ano que em seu suposto fim, sequer conseguiu começar depois de umas eleições estranhas. Nossa cidade tem o jeito fênix de ressurgir das cinzas.

Virá, impávida brincar o Carnaval, virá mostrar que seus políticos medíocres não acabaram com ela. Virá persistir nos movimentos populares da Cinelândia. 

Meus companheiros da Bahia são irmãos de infortúnios e de conversas em mesa de bar.

O Rio de Janeiro continua sendo. Gil sabia. Caetano reinventa. Tom decretou:  minha alma canta.

Esse 2019 que se vai ficou nos devendo tudo. Mas cobraremos com um jargão quase paulista: a volta por cima que eu dei, quero ver quem dava.

Estamos no início da tal volta por cima. Ajudinha do Cristo e pé nas calçadas maltratadas, mas há garotas a caminho do mar de Ipanema  na sua leveza de recriar a esperança. 

Há até esse Caetano baioca a saudar o Rio do sol de quase pleno Dezembro. Caminhando contra o vento lá vamos nós.  

Nasci aqui. Vi Pixinguinha na minha infância tocar chorinho no subúrbio em Ramos. Ele era vizinho da Minha avó.  Bom dia, seu Pixinga. Era o elegante negro alto, mestre que recebia o poeta Vinicius nos fins de semana. Tinha a aura do Rio valente, antes de tanta bala espoucada e nunca explicada. 

A Guanabara ainda tem golfinhos pulando apesar da poluição.
  
Deixo pra trás esse 2019 que levou minha mãe mas ela me deixou o melhor exemplo. Foi uma carioca que nunca saiu do Rio nem pra passear. Dizia: "aqui tenho tudo". Sabia que o tudo era mesmo tudo. Encanto e terror juntos. Ladrões com poderes eleitos e meliantes assumidos fora da lei. 

Que 2020 seja breve.  Porque 2019 entrará pelo meio dele para resolver questões que ficaram. Tem o caso da Marielle, tem a tetra da Furna da onça,  tem essa coisa de "atirar na cabecinha", têm muito mais.

Se não conseguirmos resolver,  empurraremos com a barriga. Sempre foi assim. Um dia, quem sabe, daremos  a volta por cima, aliás o Rio visto de cima é mesmo um painel digno de Museu.

 Alô moça da favela, aquele abraço.  Alô Caetano, de sociologia carioca, há muitas pesquisas  a serem propostas. Põe a Mangueira na Avenida, solta um pombo correio, avisa aos gringos, americanos, ingleses e agora aos chineses que há espaço pra toda gente, principalmente pra quem chegar e se sentir perdido. Refém sequestrado sai com cerveja na mão,

Perde-se o ano, mas se comemora em "Copacabana " com Caymmi, Drummond e dona Ivone Lara que sempre amparou nossa loucura ajudando Dra Nise da Silveira.

Que 2020 que venha assim tão louco e misturado ao caos em que 2019 nos meteu.

Não vamos desistir.  Tem a Lapa e ainda temos o " Chico" carioca criado em Sampa. Tem a Anitta que é Larissa ex suburbana.  Importamos a Preta Gil baiana. O Bola Preta não é racista. O branco mais preto do Brasil era o Vininha. 

A baía mais bonita e suja é a Guanabara. O Flamengo esbanja alegria e torcida.

Sou uma carioca da Vila. Não quero abafar ninguém.  Só quero dizer que a Barra é sonho de consumo de americano estilo Miami. Sol na lage tem tudo a ver. 

Cidade de Deus é dele mesmo. de Deus. Quem viver, verá.  De novela em novela, a gente vai vivendo,  gente vai levando. A gente vai se reinventando.
  
Caetano Maravilha, nós gostamos de você... Jorge Benjor é carioquíssimo. 
Cida Torneros 

domingo, 15 de dezembro de 2019

She ( ela)


I Will survive


Soy un señor


Deve ter sido amor


Libertad


Se Deus quiser um dia quero ser índio


Lindo para essa época


Sturdust com Doris Day


Doris Day... 97 tears ode