segunda-feira, 13 de julho de 2020

Padre Antonio Maria e Roberto Carlos


Musical Elza


O futuro...vamos reinventar


O tempo está correndo
 Minhas preocupações com o futuro que posto aí embaixo foram de 2019.


Saudei o ano de 2020 com alegtia. Reunida com meu irmão,  cunhada e sobrinhos. Na primeira semana, meu filho veio me comunicar que seria avó .

De repente, o horror da pandemia nos invadiu.

Minha princesa, a netinha Lua, está chegando daqui a um mês ela virá  para nos trazer felicidade. 

 O tal futuro é uma incógnita mas estamos enfrentando. 

Com certeza, com sofrimento e muitas preocupações.

As demandas são sanitárias,  econômicas, sociais e psicológicas 

O mundo se reinventa à medida que os fatos novos nos surpreendem. Nada mais será como antes. 

O Amor , a Amizade, o Respeito ,  a Solidariedade e a Empatia precisam combater o pessimismo, a corrupção,  as mentiras e a injustiça advinda de preconceitos, nossos velhos conhecidos.

Porém,  muitos de nós sobreviveremos para honrar os que têm sido arrebatados pela  Covid 19.

Teremos que reinventar um planeta para nossas crianças.  

Cida Torneros  


Hojo tempo e 

TERÇA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2019

Nos dias atuais, revendo o futuro de um mundo em que já sonhei...


Fico confusa com a avalanche de informações que me  bombardeiam  diariamente. Talvez não tenha sido exatamente o futuro que sonhei,  A tormenta das mudanças climáticas, essa eu antevi naquelas aulas em 2005, no curso de MBA em gestão Ambiental, quando estudei sobre as emissões de carbono e me dei conta, definitivamente, que a humanidade tinha escolhido a exploração das riquezas naturais do Planeta, em detrimento da qualidade de vida ou sobrevivência digna dos seus habitantes.

Eu já tinha 55 anos quando estudei isso, talvez ali me dei conta do quanto tinha sido sonhadora desde a juventude dos anos 70, quando imaginei o triunfo de uma sociedade socialista sobre uma sede capitalista de louca perseguição de lucros à custa de trabalho escravo comum em toda a história dos povos conquistadores e colonizadores de  tantas civilizações por milhares de anos.

Ledo engano. agora, aos 70, vou me afastando, como posso, desse noticiário com que trabalhei mais de 45, vou me blindando para não enfartar.

Nem quero falar  de politica ou ideologias,  ou desigualdades sociais, ou regimes ditatoriais, ou de marketing de esquerda ou direita, Já os ultrapassei pois são farinha do mesmo saco.

O DEUS capital comanda os templos, as tropas, as guerras, as carências de hospitais e escolas, revejo que sonhei com um futuro de ilusões quase infantis. Li tanto, estudei tanto, acreditei tanto, até rezei tanto, fui muito manipulada e busquei  verdades onde existem mesmo jogadas além do bem comum comandando uma casta de minoria concentradora de riqueza sobre uma maioria  sobrevivente na miséria.

Nunca fui pessimista. tem gente boa por aí, Claro, são santos combatentes defensores  dos povos indígenas, do clima, dos injustiçados e dos velhos abandonados ou dos órfãos de guerra.
Soube ontem que os EUA ainda mantem 14 milhões de soldados no Afeganistão que sequer sabem  exatamente porque lá estão. Lutam por lutar. Morrem por morrer. Matam por matar.

Isso é próprio dos temas de jogos eletrônicos, eliminar inimigos imaginários. Um sucesso internacional, A juventude atual se fantasia como heróis que morrerão de overdose de fantasias de Star wars,

Meu otimismo anda confuso. Porém ainda bate em mim um coração apertado que se emociona, Que se conforta com alguma oração, crendo em pessoas do bem, aquelas que se destacam em obras de caridade,

Tenho 5 gatos e um cachorro que herdei da minha mãe. São grandes companheiros. Amigos e amigas também sei que os prezo, familiares idem. Cada qual vive suas vidas, eu sei. 

Vou vivendo a que me resta. Conto os tostões e sobrevivo,
Já não sonho tanto, Sonho quase nada. com um mundo melhor talvez, porque ainda creio em milagres.

Com o futuro, já não sei dizer, Meu futuro é hoje, É comer um mil folhas da padaria aqui de vila Isabel, É assistir um capítulo da novela Ouro Verde, é ler um pouco mais do livro do Padura sobre a morte de Trotsky, é poder ver um filme do velho  Woody Allen, é fazer fisioterapia para a coluna, é superar dores físicas e driblar as emocionais para não surtar,

Se alguém sonhar por mim,  que o faça com pudor e respeito, Prometo agradecer, se houver outra vida, quem sabe.
Cida Torneros

2 comentários:

  1. Excelente texto minha amiga de sempre e irmã pq somos filhas do mesmo Pai e vivemos na mesma época de destruição e construção. O segredo é um só ir caminhando no foco de fazer feliz do jeito q der e assim viver a felicidade do servir. T amo e me permita enviar p vc a oração q rezo p todos* Palavras de Oração 🌸🍃*

    Deus, eu reconheço que o Senhor está vivo.

    Dentro de mim, o Senhor está vivo.

    Eu Lhe agradeço por me criar e educar para nascer de novo como Seu filho.

    Que essa benção seja compartilhada com todos.

    Em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama,

    eu me entrego ao Senhor.

    Por favor, me use conforme a Sua vontade.

    Kyoshu-Sama
    ResponderElll


Musical Elza


No tempo das bolinhas


Esperança: a estátua vive!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Esperança, a estátua vive..




Esperança, a estátua vive..

sinto-te tolo

atolado, por outro lado,

sinto-te longe

afastado, de certo modo...
sinto-te denso

sensitivo, daquele jeito,

sinto-te bobo

pensativo, quebrado peito...
sente-me toda

amargurada, da minha parte,

sente-me fraca

arrependida, antes tarde..

sente-me intensa

apaixonada, de quatro patas,

sente-me saudosa

emaranhada, e tu me matas...
sentimo-nos assim

eu em ti, tu em mim

interligados, de muitas maneiras,

sentimo-nos então com asneiras...

sente-me agora

sinto-me, embora
tu nem me fales nada

eu só te espreito, espero,

tu só de mim foges, eu quero

dizer-te que pares, penses, voltes,

entendas, revejas, contemporizes...
sentimos o quanto criamos raízes...

tu te alimentas da minha memória

eu me fortaleço na tua história,

nós sabemos que ainda seremos felizes...
Cida Torneros

Zé Ramalho. Um índio


Papa Francisco reza missa em Roma pelos 100 anos do Santo Papa João Paulo II


sábado, 11 de julho de 2020

Homenagem à Marielle Franco. Pity e Elza Soares


Per amore, por favor, abram alas, a Democracia quer passar!


Chiquinha Gonzaga foi pioneira das causas feministas. Compôs,  entre tantas, abre alas e corta jaca.

Soube o que era preconceito para a educação das mulheres e como as sufragistas, lutou para que o feminino pudesse viver por amor, tivesse o diteito de votar, enfrentando o drama do machismo raiz, o mesmo  que ainda persegue e mata. 

Zizi Possi encanta os corações voadores que precisam ser libertos para sobreviver neste cenário confuso de pandemia e distanciamento social.

Não podemos viver só de amor. Nem tampouco só de conflitos.  Mas devemos sobreviver com necessárias condições de saúde e educação,  com idéias livres,  sem atrelar religião ou gênero, ou raça,  ao simples ato de viver.

Viver em paz. Viver sem ódio. Viver sem compactuar com a corrupção e o desrespeito. Viver cumprindo a Lei da carta Magna. Viver respeitando todas as alas. Inclusive a tal ala ideológica.  

Viver com a ciência e a religião desde  que ela respeite o nosso direito de discordar.  

Para os extremistas,  mando um recado: eu quero passar.  Sim, queremos todos marchar por amor à Vida,  à Terra e à Humanidade.

Cida Torneros  

Chico Xavier cantando


Seu Jorge


quinta-feira, 9 de julho de 2020

Amor: guerra ou jogo?

domingo, 26 de junho de 2011

Amor: guerra ou jogo? Seriam as mulheres grandes perdedoras ou ardilosas vencedoras?

sábado, 29 de maio de 2010



Amor: guerra ou jogo? Seriam as mulheres grandes perdedoras ou ardilosas vencedoras?






Estávamos sentados no Caravelas. Almoçando.






A senhora escritora ( eu), os editores Tomaz e Bárbara, e o jovem poeta, Bruno Graciano, que acabava de lançar na semana anterior, na Bienal de Minas Gerais, seu primeiro livro. Na sua camiseta uma palavra cintilante: sucesso! pensei... o mesmo sucesso que um jogador busca no jogo da vida, o sonho do vencedor, ou seria a vitória do guerreiro?






Durante a conversa, entremeada de brincadeiras, falou-se sobre o meu novo livro, de contos, cujo título "O contra-ataque do amor", remete à idéia do quanto o tal sentimento humano, animal, Tao selvagem e tão natural pode se transformar, em nossa cultura, num intrincado jogo ou numa guerra incessante que vai oferecendo combates ou esfacelando vítimas abatidas, o papo foi se diluindo em reticências... cada um tem suas próprias histórias de amor ou suas experiências que buscam redefinir sentimentos muitas vezes indecifráveis.






Falamos do papel da literatura, a tal vida que imita a arte e do quanto a vida pode ser muito mais surreal do que a imaginação dos escritores.






Lembrou-se dos contos bizarros, das desculpas de assassinos para fugirem da condenação, das mentiras de amantes traidores, das ilusões de quem acredita ou deseja ser amado como se fosse um ícone obsessivamente adorado, das doenças emocionais, das atitudes passionais, e no inconsciente coletivo, a tal premissa, do "matar ou morrer", salvar-se , em atitude de legítima defesa.






Os indefesos da paixão, quem seriam? os jogadores que já entram em campo para perder o jogo? aqueles que se sentem inferiores ao tentar alcançar objetivos ou os que desistem de tanto buscar parceiros pelo caminho e preferem viver de passado ou de saudades?






Era preciso pensar na capa do livro. Falei do meu amigo português, o Telmo Gabriel, que sugeriu uma cama onde houvesse um tabuleiro de xadrez e peças com cabeças femininas e masculinas a disputarem o xeque-mate.






A idéia é boa. Vamos desenvolver, em poucos dias, talvez dez, porque a Bienal em Sampa, acontece em agosto, e o lançamento do livro, acertamos ontem, será no dia 14, um sábado, no stand da Editora Usina das Letras.






Despedi-me do grupo, rumo a caminhos interiores que me envolvem em verdadeiros labirintos. Pus-me a pensar nas batalhas que já travei e ainda travo em nome do amor. Confesso que muitas vezes me sinto cansada. Mas luto, porque, segundo meus companheiros de juventude, aliás inesquecíveis idealistas de esquerda, "a luta continua".






E, por uma questão de literatura, de escrita, de viver a vida, cá estou, nesta manhã de um sábado outonal, sentindo na pele e na alma, um imenso desejo de amar com maturidade, se isso ainda for possível.






Ontem, antes do tal almoço, na minha visita semanal ao Arruda, meu terapeuta, refletimos sobre o papel dos homens imaturos na passagem pela vida de mulheres que, como eu, vão amadurecendo, vão se desiludindo, vão asssentando mais os pés no chão, vão, para desencanto dos poetas, endurecendo, emburrecendo, esquecendo os sonhos, vão desviando do coração e do corpo, sentidos antes tão fortes. Mas como diria Che : "hay que endurecer, pero sin perder la ternura, jamás".






Lembrei das tais "tias" solteironas, pensei nas "viúvas" eternas, questionei as "solitárias" convictas, duvidei das "abandonadas" melancólicas , estranhei as "ditadoras" sádicas, interroguei as "poderosas" comandantes, penalizei-me das " enganadas" sabedoras, arrepiei-me pelas "assassinadas" indefesas, estremeci com as "injustiçadas" apedrejadas..."sofri" pelas mulheres "perdedoras" na guerra ou no jogo do amor...






Mas, num momento de lucidez necessária, vibrei com e pelas mulheres que contra-atacam. As que dão a volta, aquelas que amadurecem e vencem as partidas. As que não se deixam partir interiormente, que vão rejuntando cacos. Que sabem colar pedacinhos com a goma da esperança. São as que movem o mundo, criam filhos, sobrevivem, ainda se enfeitam, dançam, fazem comidas gostosas, deixam brilhar os olhinhos olhando a lua no céu, sentem as batidas fortes dos seus corações fatigados, mas permanecem na fé.






A fé é tudo, no jogo, na guerra, na vida, é tão feminina, a tal fé. Faz crer em dias melhores, em noites mágicas, em paixões possíveis, em amores premiados, em pessoas que virão aos nossos braços, que nos darão um ombro pra acalmar nossos medos e um colo para apaziguar nossos anseios.






Aí, recordei mulheres tão ardilosas que sabem vencer no jogo da vida, porque aprenderam a crer em si mesmas, aceitaram seu papel no mundo, fingem ser manipuladas, praparam inteligentes estratégias, levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima. Na próxima esquina, quem sabe lhes aguarda um troféu ou um pódium?






Talvez nem vençam a corrida, ou nem consigam o título maior, mas terão, sem dúvida, para sempre, o gosto honrado de terem sido bravas jogadoras e corajosas guerreiras. O segredo deve estar no seu talento em contra-atacar, mas eu não tenho certeza disso, e quem garante que venha a ter?






Cida Torneros.

Como bonequinha de luxo

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Paris : Marie, como bonequinha de luxo!!






Paris: Marie, como bonequinha de luxo!!




Mais uma vez, Marie reproduz alguma cena de um filme. Aquela bonequinha de luxo , vivida por Audrey Hepburn, no Breakfast in Tiffani's, protegida por um apaixonado, buscando carinhosamente conversar com seu gatinho de estimação ( Marie agora tem A.BB, um pretinho e branco, pequenino e experto ,que lhe faz companhia), a menina se entusiasma com o enredo, mas diz ao seu analista que tem pedaços que quer esquecer.

O experiente terapeuta acompanha um momento de lamentação e presencia as lágrimas que ela tenta prender, mas não consegue, ao sussurrar: - eu queria mesmo era esquecer essa história... entretanto o médico, que a acompanha, há alguns anos, vai dizendo baixinho com frases em tom seguro:

Marie, há uma parte desta história, que você não precisa e não vai esquecer, é o seu lado capaz de vivenciar o amor além do aspecto cronológico dele, sabendo que o sentimento que se apresentou em você não foi um filme de ficção simplesmente, mas uma realidade. A outra parte, entendo, sobre o fim do enredo, terá é que aceitar, sem entretanto mutilar em seu caminho essa propriedade tão sua, a de viver com intensidade cada dia e cada momento.

Para a entendiada e triste Marie de hoje, talvez ainda seja difícil imaginar-se voltando às suas sonoras gargalhadas, mas observa atentamente o caminho de volta, saindo do consultório, na manhã invernal carioca, com o sol lhe presenteando cores sobre o verde mar. Ela se encanta com a paisagem do Pão de Açúcar, a enseada de Botafogo, o céu claro, as pessoas e os barcos, o movimento das ondas, sua cidade em contraponto a Paris, onde viveu um sonho que acabou. Volta-se para dentro no intuito de escutar seu compasso sensitivo, sabe que ao estudar a lingua francesa comprometeu-se a visitar outra vez aquele lugar, mas será de outro jeito, disso tem certeza.

Prepara-se então para o fim de semana, viagem que fará com um grupo de amigos, na Serra, onde irá participar de encontro feliz, campeonato de cavaleiros e amazonas, esporte e competição, alegria e bons papos, boa mesa e boa bebida, o mundo do luxo para uma bonequinha extenuada.

O sol ainda brilha, Marie compreende, um amigo a procura por telefone avisando que está atento e preocupado com ela. Sua resposta é breve, mas firme: estou remando o barco devagar, amigo, não vou desistir...

Disso ela tem certeza, deve esquecer o que a magoa e lembrar sempre do que a fez ou faz feliz. Se viveu tantas coisas boas, merece continuar vivendo cada uma delas, a seu tempo, e com sua intensidade, de acordo com os novos sonhos que irão surgindo.

Para Marie, o tal filme da Audrey é fundamental como referência , já que no mundo, os sentimentos não devem se confundir com elementos de consumo. Há que preservar os bons sentidos e não misturá-los jamais com desilusões. Estas, como no roteiro encenado pela Audrey, ficaram para trás. E no filme vivido por Marie, em Paris, coincidentemente, o final é feliz, porque ela só lembrará de editar, inteligentemente, os melhores momentos, para reproduzir tão gratificante produção cinematográfica, daquelas que o público não se cansará de rever e relembrar. Ela também!

Cida Torneros