sábado, 8 de fevereiro de 2020

Raoni


Lost in Love


Sagrada Família em Barcelona. Maravilhosa


Parasita. O filme da Korea do Sul que concorre ao Oscar


Gravação do violão de Darcy Vila Verde


Eu, o violão e Darcy Vila Verde



Foi um encontro inusitado. Eu ia na barca rumo a Niterói me inscrever para o vestibular. Final de 1968. O homem, dos seus 40 e poucos anos, sentou ao meu lado. começamos a conversar. Ele me disse que morava mais fora do Brasil. Era violonista clássico. Por coincidência, eu tinha decidido largar as aulas de violão no conservatório brasileiro de música. Mostrei os calos nas pontas dos dedos da mão esquerda. Ele riu. pareceu se encantar. Era época dos Beatles. eu tocava partituras de Dilermando Reis.

Darcy falou que ia ver o filho menino que se operara de fimose em Niterói. No trajeto, rolou a atração fora dos nossos quadrados. Contei que morava no subúrbio de Ramos. Ele vivia na Alemanha. Anotou meu endereço. Prometeu me enviar um cartão postal. Ao descermos, me ofereceu carona de táxi, até a Reitoria. No caminho, nos beijamos na boca. Ao nos despedirmos, ele me pediu para rever minha decisão e voltar a estudar violão. Porém nunca voltei,

Passaram-se meses. Comecei a cursar a faculdade. Um dia, o carteiro trouxe o cartão postal da Alemanha. Darcy não tinha me esquecido. Busquei gravações do trabalho dele. Nunca encontrei. Aposentei o violão. Mora comigo. nunca mais tive notícias dele. Ano passado, 2019, li que o jornalista Nacif publicou sobre sua morte, aos 85 anos.

Hoje, resolvi pegar a foto dos meus 17 anos, no tempo em que dedilhava as cordas de metal e criava calos, Também reli a matéria sobre a morte dele. Aquele encontro foi uma aventura, claro. Mas foi também um registro do destino.

Darcy era bonito e grande artista. nunca o ouvi tocar. Mas vi seus dedos marcados. Ganhei seu beijo espontâneo. Recebi seu postal afetuoso. Li sobre sua morte, Rezei por sua alma imersa na música que é a própria paz.

Que ele descanse na tal Paz de Espirito dos que oferecem beleza,arte e carinho!

Cida Torneros





No dia dos meus 17 anos.


Save me now


Lisiiane Lemos


Freud


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Maluco beleza


Rio, eu te amo!


O filme Parasita


Estúpido cupido



Carl Jung


TAMARA "LA DISTANCIA"

TRES ÉXITOS DE MARCO ANTONIO SOLÍS EN VIÑA DEL MAR 2016

Julio Iglesias - Hey!

Hey (Hey) / Me Esqueci De Viver (Me Olvide De Vivir) (J'a...

Caetano Veloso - Tigresa

Novos Baianos - Preta pretinha

Maria Bethânia - "Non, Je Ne Regrette Rien" (Ao Vivo)

Maria Bethânia - "Reconvexo" (Ao Vivo) – Amor Festa Devoção

Tocando em Frente, por Almir Sater

Zé Ramalho - Sinônimos (Ao Vivo)

Darío Gómez "Caricias de Amor"

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Tia Cecília, irmã da mamãe, faz 92!


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Meus avós , Maria e Ataliba, pais de mamãe e tia Cecília,  eram descendentes de índios.  Deixaram  Juiz  de Fora para viver  no Rio. Tiveram 4 filhos . Geraldo e Fernando. Norma e Cecília.  Elas têm semblantes bem característicos do seu povo ancestral. Vó Maria faleceu quando os filhos eram pequenos. 

 Mamãe partiu há um ano. Os rapazes foram  antes.

Tia Cecília completa hoje 92. 
Foram criadas no Rio de Janeiro. Em comum, no temperamento, sempre foram mulheres guerreiras. 

Tia Cecília é um doce de criatura.  Merece viver mais com saúde e alegria. Sempre que pode vem nos visitar. Mora longe, depende das filhas  para se locomover. Agradeço sua presença em Minha Vida. É avó e bisavó.  Sempre gostou de Carnaval. Alegre.  Amiga da irmã e dos irmãos por parte de pai. 

Meu avô ficou viúvo e casou de novo. Teve mais filhos. As indiazinhas me legaram hábitos de tomar chás.  Sempre lidaram com ervas e plantas.  Tenho sangue europeu misturado ao sangue indígena.  Sou uma brasileira típica de mistura racial convicta. 
Cida Torneros  

Puro Flamenco


Shakira - Gitana (Rock in Rio Madrid 2010)

Volare Gipsy Kings (TRADUÇÃO) HD

Guajira - flamenco



Jorge Ben - Por Causa de Você Menina

Sei Lá A Vida Tem Sempre Razão-Tom Jobim,Chico Buarque & Miúcha

Carminho e Chico Buarque - Falando de Amor (Clipe Oficial)

António Zambujo e Ney Matogrosso cantam Noel Rosa - 'Último Desejo'

Espumas ao Vento | Mariene de Castro & Almério (Vídeo Oficial)

Disritmia - Ney Matogrosso e PLAP

Habla me! Fala-me! Vou ouvir!


Vou ouvir tudo que tens para dizer-me. Fala-me sim. Porque sei que há muito para me contar. Creio que teu silêncio muitas vezes teve o som das almas que padecem mudas no limbo entre o céu e a terra. Há segredos que merecem fluir e serem desvendados. Vão libertar culpas. Provavelmente irão suscitar perdões.  São histórias seculares herdadadas nos gens e cultivadas nas sombras. Os grandes sentimentos têm o dom de ultrapassar gerações.  Perpassam milhares de anos por corpos e seus espíritos habitam as noites de medos ou de assombrações. Mas um dia voam. Deixam de encostar em vidas roubadas. Dissipam-se os recalques, apagam-se os vestígios de dores pois há lugar para novas estradas felizes.
Por isso, diz pra nós que o que passou realmente passou. 
A vida se renova em cada coração que "late" no peito dos que crêem na misericórdia do Altíssimo. 
Fala pausamente que ao te escutar, me reconheço como aquela que tem esperança de dias melhores, sempre! 

Cida Torneros 

Bamboleo


Farruquito y família


Un viejo amor


Sevilla


Sobreviveré


Pablo Alboran interpretou esta canção na festa de entrega dos prémios Goya há uma semana em Madrid . Sua mensagem é o grito de cada um de nós.  Precisamos sobreviver a estes momentos loucos por que passa a humanidade.
Cida Torneros   

A Espanha do futuro

 
AOS LEITORES DO BP: Postado na área de comentários do Bahia em Pauta, a propósito do artigo de Vargas Llosa “Espanha na Vitrine” (publicado originalmente no El País e reproduzido ontem no BP), o escrito de Cida Torneros sobe ao palco principal deste site blog, pelo que representa de informação e pela extrema qualidade de forma e conteúdo do texto da autora de “A Mulher Necessária”, amiga do peito e colaboradora brilhante da primeira hora do BP. Além disso a gente estava morrendo de saudades de  sangue e temperamento espanhol escreve. Confira. (Vitor Hugo Soares, editor, com agradecimentos)
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Resultado de imagem para Cida Torneros sobre a Espanha"
A ESPANHA NO FUTURO
 
Maria Aparecida Torneros
Denise é uma jornalista brasileira que vive na Espanha há muitos anos. Eu a visitei em 2012. Mantemos contato sempre. Ela me falou de uma série: – Essa série mostra uma Espanha no futuro, dominada pela direita, devastada, com escassez de recursos e cada vez menos liberdade, mas esse parece ser um futuro tão próximo. Excelente. É semanal
Comecei a assistir e adorei, muito bem feito, mas triste, ainda mais porque o que parecia uma realidade distante, não é. Respondi que não tenho estrutura emocional para acompanhar isso. A Espanha que amo já sofreu muito com a guerra civil e aS duas grandes guerras além da ditadura franquista.
Minha avó fugiu de lá no início da guerra civil. Contava-me a loucura nazi fascista do assassinato de pessoas nas ruas das aldeias. Claro que todos tinham perdido a razão. Pena que a Espanha de tanta Cultura e Arte adentre pelo século XXI com tamanha interrogação sobre seu futuro.
Llosa é um grande intelectual com nacionalidade também espanhola. Ao analisar o livro de José Varela Ortega, Llosa nos mostra que a Espanha está ” de moda”. Não importa se sob o comando da esquerda atualmente ou de um extrema direita hipotética na série de sucesso. O que conta é a sua vocação de terra de surpresas, superstições e eternas buscas por melhores dias para seu povo que habita regiões autônomas porém sempre nas lutas.
Viva essa Espanha tão surpreendente!
Cida Torneros é jornalista  escritora, autora de  “A Mulher Necessária”, mora no Rio de Janeiro.
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Comentários

Maria Aparecida Torneros on 5 Fevereiro, 2020 at 23:54 #
Vitor. Amigo. Toda a turma do BP!
Muchas gracias. Nossa Espanha segue na luta!
E nas artes. Cultura. Pintura. Poesia. Designed by : AskGraphics.com

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Cancion de Marisol


Quien será


Y viva España


Ray Charles


Angelique Kidjo


Afrika


Zezé Mota


Xica da Silva


Petra Costa no Oscar


Bob Fernandes


Nova série sobre o clube da esquina


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Lua de São Jorge


Chico Buarque fala sobre o documentário Democracia em vertigem


Que viva Espanha!


1917 - Official Trailer [HD]

Masculinidade tóxica


Verão sem censura


Entrevista de Petra


José Augusto


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Rosalía canta 'Me quedo contigo' | Goya 2019

DI MI NOMBRE- ROSALIA | letra español | ella NO dice YELI

Evita "Don´t Cry For Me Argentina" (Legendado)

Maria By Callas | Official US Trailer HD (2018)

Sonhos


País tropical


Manuela


Cartola


Lixo em Barcelona


ABBA the winner


Montserrat Caballé e Freddie Mercoury


Woman


Eu preciso de você


Mais uma professora pra se ouvir


domingo, 2 de fevereiro de 2020

Stand by me


Lennon e Yoko


Chico fala sobre" Apesar de você "


Ghost


Aldila


Elvis Presley


Samba da benção


Dois de fevereiro


Professora paraninfa na Federal discursa sobre o fascismo!


Vou de trem. Tu me esperas na estação. A gente se revê algum dia por aí!


Amanhece no hemisfério Sul. Vejo o Clip sobre a chegada do trem que traz algum amor que andou distante.  Pode ser a despedida de alguém indo e prometendo voltar. 

Na vida, estamos sempre à espera de rever algum amor sonhado que pode voltar ou não para nosso abraço.  É a ilusão da felicidade. 

É a esperança do final feliz. É a incerteza da volta que o mundo pode dar em nosso caminho.

Por que não?  Tudo é possível.  Tornar a encontrar quem sumiu no tempo é uma possibilidade plausível ou um ensaio de emotivo reencontro com sentimentos adormecidos.

Lá estou na estação do trem do destino a imaginar como seria esse momento. Um misto de recompensa e um imenso medo do quanto já nos tornamos outras criaturas. Talvez nem sequer possamos sentir aqueles arrepios de beijos e abraços que ficaram no passado.

Porém há o encanto mágico de se imaginar a alegria de reviver as sensações de uma história de amor que ressurge da nossa história a nos sacudir para o estado de graça que, no fundo, é um sonho inconsciente carregado de emoções contidas.

O primeiro olhar pode ser o definitivo. A oportunidade de reatar os  laços de energia que foram interrompidos algum dia.

Ando sempre me imaginando à espreita de possibilidades. São desejos internos. Coisas de poeta sonhadora. Cheiros que me revisitam. O que não quer dizer que viva sem futuro. Ao contrário.  O futuro está aqui. Na criança que vai nascer. 

No novo Amor que me atropela rumo aos sorrisos tão bem vindos. 

O ciclo da vida se renova. Valha-me Deus que tudo isso é mesmo um prêmio. Rever é lucro. Conhecer é chance. Conviver com seres antigos ou novos é dádiva sem preço. 

Melhor ainda é aceitar tudinho. Caminhar pelos trilhos disposta a enfrentar desafios. Com pontinha de inveja por desafiar questões sem respostas cujos mistérios seguem comigo pra sempre. 

Inveja? Sim, do Tal Deus que sabe de tudo antes. Justamente por isso. Nós,  pobres mortais, vamos seguindo ao longo das estradas com surpresas.  

Ainda bem que há paradas onde nos reabastecemos de alegria de viver e esperança para recomeçar todos os dias.

Cida Torneros