sábado, 4 de abril de 2020

Vamos falar de Amor! Do verdadeiro!


Sou do tempo em que o lema "faça amor não faça guerra" era nossa reação à guerra do Vietnam.
Falar de amor é saudável.  Mesmo à beira da morte, o amor pode ser o maior consolo para uma alma prestes a deixar um corpo.

Quero falar de amor pela humanidade.  Aquele amor dos que sabem a diferença entre ser e ter. O AMOR dos bons amantes da Vida. Dos que doam suas próprias vidas em prol das vidas dos seus semelhantes. Dos amores filiais, maternais, paternais, fraternos, platonicos , impossíveis,  interrompidos, estranhos, fora da curva, diferentes dos modelos tradicionais, amores sólidos em torno da sobrevivência dos seres, o grande amor pela mãe Terra.

Quero lembrar dos amores tribais, viscerais, que fazem doer estômago e disparar corações.

Esses amores existem. Estão além dos ódios e das violências.  São a salvação que vem como SOLIDARIEDADE.

Gosto de amar muito e dessa forma. Tem vida pulsando em cada amor que renasce.  Mesmo no adeus. O amor verdadeiro fica. É energia que ultrapassa todas as quarentenas ou quaresma.

Vamos falar de AMOR para toda a eternidade.

Cida Torneros 

Comentário de live do Ciro Gomes


Salve Wison Simonal


Valsa de uma cidade


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Nova onda pode colapsar o mundo


O Brasil tão matando o Brasil! Realmente: o Brasil não conhece os Brasis!!


Ouvir Elis cantando verdade mais absoluta. O Brasil que se acha Brasil é  uma elite conservadora e exploradora. Antecede a República.  O Brasil é como um bolo em camadas. Lindo por fora.  Quem dá sorte come das melhores partes. Por herança,  mérito ou roubo.  Quem nasce nas periferias ou comunidades desassistidas,  vota  mas é manipulado e enganado. Também é apreendido pelas seitas neopentecostais, pelo tráfico organizado, até pelos agentes ativistas nem sempre bem intencionados.

O Brasil para se conhecer tem muito que aprender mesmo. Sobre sua desigualdade bárbara,  sua educação de baixa qualidade e também por correntes intermediárias oportunistas de siglas partidárias ou clubes de pseudo amigos de causas sociais.

Quem disser que conhece o Brasil está mentindo. Porque há vários países dentro das nossas fronteiras.  Muitos pensamentos divergentes . zilhoes de interesses financeiros e excesso de "foda-se " dos mais abastados em relação aos miseráveis.  Estes somos quase todos. Até os aposentados do INSS. Os pequenos e médios empresários. 

Nada somos além de seres eleitores.  Ou pagantes de impostos. Ou correntistas pequeninos de bancos imensos, que  lucram sobre nossa extrema condição de tementes às leis. Nosso medo de ter nome sujo.

O Brasil que conhecemos é outro. Tem riquezas e solidariedade. Muita injustiça e uma plêiade de criaturas descartadas e desrespeitadas . 

Nos três Poderes. Eles se e entranharam. Barram projetos. Negiciam. Barganham. Pressionam pouco se importando com a fome da maioria. COM a saúde muito menos. Há exceções?  Sempre há.  

Nos Brasis das quebradas periféricas existem o heróis e heroínas que esbravejam contra o cinismo da classe dominante.

O Brasil precisa mesmo conhecer o Brasil. Quem sabe depois que a pandemia passar? Virá Nova:  a contaminação da humanidade Nacional. Esta seria bem vinda, amada e saudosa Elis! Amado Tom que conheceu nossos pássaros. 

Cida Torneros    

terça-feira, 31 de março de 2020

Aquarela


Volver a Buenos Aires. Outubro de 2020. Dios bendicione!


FITO PAEZ


Because you Loved me


Bob Fernandes


O que será


Música para relaxamento


And I Love you so


Era Julho de 1970. Férias da faculdade. Lembro que no dia seguinte ao enterro, me arrumei com um vestido lilás clarinho, cabelos cacheados soltos, peguei a barca e fui falar com o namorado engenheiro que trabalhava na prefeitura de Niterói.  Tentei chorar junto dele a dor de perder aquela figura tão marcante na minha vida.

A espanhola mãe do meu pai era uma referência cultural e afetiva bem forte. Tinha um papel definitivo na minha busca por liberdade.  Deixava o exemplo de atravessar oceanos em direção ao auto conhecimento.

Claro que o jovem entendeu pouco o que se passava dentro de mim. Éramos namorados da noite na UFF onde eu fazia jornalismo e ele cinema.

Voltei certa de que nossos mundos eram distantes. Mas o namoro durou mais um ano. Entre altos e baixos vivemos a deliciosa paixão da mocidade. Trocamos beijos inesquecíveis.  Vimos filmes de arte famosos. Comemos pizza na gruta di Capri durante longas conversas sobre a sociedade de consumo.

Ele repetia que iria morar na França.  Eu sonhava me formar para comprar uma casa para meus pais suburbanos.

Um dia, apesar do amor que sentimos, nos afastamos.

Passados mais de 50 anos a internet nos reencontrou.  Às vezes trocamos mensagens. Assuntos rápidos que incluem família,  filmes, filhos, a perda recenrecente das nossas mães,  nossos casamentos, os netos, as viagens.  Alguns telefonemas esporádicos e até o medo inconsciente do reencontro presencial.

Hoje eu tenho 70 e ele 75. Vive  bem com a esposa. Eu vivo sozinha há mais de 20 anos.

Passou tudo. Tudo passa. Não tenho mais aquele vestido lilás.  Muito menos coragem de atravessar a baía e ir visitá- lo na casa onde vive,  aposentado,  ao lado da companheira.

Éramos um casal sonhador. Éramos felizes envoltos em poesia e sonhos de Paris.

Hoje somos a saudade. Ainda temos sentimentos respeitosos e sinceros. 

Estamos na curva descendente.  And we Love so. (Each other)

Really. Meio século depois, precisei do seu ombro mas não tive coragem de procurar.  

Sobrevivo. Décadas lembrando que já tivemos momentos inesquecíveis em nossas juventudes. Nós queremos bem. Já somos outras criaturas. Coisas de 50 anos ou mais!

Cida Torneros 

Pato fu


domingo, 29 de março de 2020

Dra. Margareth Dalcolmo




Parabéns à dra. Margareth Dalcolmo, pneumologista da FIOCRUZ,  que explica didaticamente a necessidade do isolamento social. Ela é realista; sincera, estudiosa, experiente,  esclarece e passa grande responsabilidade.  Não é política.  É cientista séria.

Ghost


Parabéns ao Jorge Benjor pelos seus 78 anos


Nossa Senhora