sábado, 18 de abril de 2020

Puccini num sábado sombrio. Tragédia e arte! Ópera e Vida. Milão e o mundo.






Ouvindo os 3 CDs da obra de Puccini que meu pai me deixou.

Papai Ulysses era um apaixonado pela música clássica.  Adorava óperas.  
Dentre os muitos CDs que me deixou tem a caixa com 3 discos  das obras de Giacomo Puccini.

Resolvi ouvi-los nesta manhã sombria de um sábado triste. A tragédia humana sempre foi objeto de arte na ópera.  

Quando estive em Milão e visitei o teatro Scala,  era 2011.

Revivi por instantes os dramas e as alegrias das noites de apresentação que ali aconteceram e voltarão a acontecer, depois dessa hecatombe que se abate sobre aquela cidade. Aliás sobre o mundo inteiro.

Turandot, Madame Butterfly, Tosca. Muitas outras estão nos três CDs.

Ouço com alma. Sei o que representam na cultura de umas muitas gerações.  

Puccini viveu 66 anos. Foi um gênio.  Nos  legou um bem precioso.  Papai me introduziu nesse mundo da fascinação que a ópera nos envolve. 

Justamente hoje, sua obra me aquece a alma.  É a hora de repensar a humanidade. 

Manon Lescaut foi apresentada em Paris  em fevereiro de 1893. Tornou-o famoso da noite para o dia literalmente.

Compôs La Boheme, também. Sofreu ataques de melancolia . Morreu deixando Turandot inacabada.

Foi a última das 12 óperas de Puccini. Nessun Dorma é divina. Talvez o trecho mais popular de Turandot. A obra foi finalizada  por 
Franco Alfano. 

É lindíssima.

A caixa com os 3 CDs divide-se pelas temáticas:
Romance e tristeza. Paixão e drama. Charme e serenidade
serenidade.  

Tudo que estamos vivendo ao mesmo tempo. Puccini morreu em 1924.

Cida Torneros 


  

Esse meu coração sem juízo


Sem fantasia


sexta-feira, 17 de abril de 2020

Rumo à Paris sonhada. Maio de 2009







  1. Cheguei a Paris com 40 anos de atraso, tinha 59. Antoine veio ao Rio no revellion de 2014. Depois sumiu!



segunda-feira, 11 de maio de 2009


Cida Torneros: rumo à Paris sonhada (uaauuu, publicaram na Bahia!)

Postado em 11-05-2009 00:07
Cida Torneros: rumo à Paris sonhada

A jornalista e escritora carioca Aparecida Torneros decidiu: mesmo com o virus da gripe rondando por lá (por aqui também), ela embarca no Rio de Janeiro com um grupo de amigas, nesta segunda-feira (11) em sua primeira viagem à Europa.”Primeiro Espanha e Portugal. Depois, por seis dias, Paris”, informa a autora de “A Mulher Necessária”. Antes de pegar o avião, Cida Torneros escreveu a crônica a seguir, que compartilha com os leitores do Bahia em Pauta. Na volta, seguramente, muito mais histórias para contar. (VHS).
(no site Bahia em Pauta, editado pelo jornalista e amigo Vitor Hugo Soares)


( Douce France)




Antoine e Marie - roteiro de um filme de amor na França
Aparecida Torneros
Ela chegou apressada no consultório do analista. Deitou-se no divã, esticou bem as pernas, ajeitou as almofadas, e foi avisando que andava muito cansada. O profissional que a conhecia tão bem, observou seus traços tensos, em rosto que, embora amadurecido, trazia sim, ares de menina assustada.

Foi então que Marie falou das suas perdas de velhinhos, pai, tios, agora a doença grave mas controlada da sua mãe, de outro tio, a vida se esvaindo nos corpos das pessoas que ela sempre amou tanto. Na verdade, eles são mesmo a fonte da sua própria vida, ela concluiu chorando. E disse mais, Marie lembrou de momentos da infância, quando essas criaturas a cobriram de mimos e alegrias, recordou a avó espanhola cuja terra vai visitar na próxima viagem. Seus olhinhos então faiscaram. Foi capaz de descrever pedacinhos de chão, nuances das cores do céu galego, e o bendito verde, o tal vede do lugar, que a “avuela” tanto elogiara. O psicólogo chamou de resgate essa necessidade dela de ir lá, na aldeia de onde seu sange se originou, exatamente para render homenagem a uma ancestral imigrante, uma mulher à frente do seu tempo, que veio sozinha para o Brasil no início do século XX.

Cumprindo seu papel, o interlocutor perguntou sobre Paris. Ele sabia que Paris era um sonho que Marie e suas amigas acalentavam há décadas. Finalmente ia conhecer a magia da capital francesa. Então, Marie transformou-se. Um misto de ternura e alvoroço, sim, seus braços movimentaram-se, as risadas surgiram quase do nada, ela tentou definir o que a esperava na cidade-luz. Conseguiu dizer que havia o Antoine, que ele era um presente que Paris ia lhe dar, um amigo novo que lhe mostraria o encantamento do lugar, com ele, ela iria subir a Torre Eiffel, queria até sentir-se no céu de Paris, aconchegada ao carinho dele.

Um homem de verdade? O médico questionou? Desculpou-se pelo teor da pergunta, já que Marie é uma escritora e inventa personagens, podia estar criando mais um e sonhando algo que depois ela tornaria realidade num dos seus livros. Talvez Antoine viesse a ser um herói de um conto de amor, ou o protagonista de um romance misterioso. Uma figura de alguém que Marie estava criando para preencher melhor suas fantasias e voar nas asas da imaginação fértil que sempre tivera. Afinal, o analista pensou, a menina que anda a chorar tantas perdas, precisa por, no lugar destas, uma história bonita, algo bem romântico, com ares e sabores de realização afetiva, tipo conto de fadas com busca de par perfeito, “Marie está derivando suas perdas e salvando sua mente, com um novo ente criado com a função de não deixá-la enlouquecer diante da solidão que a cada dia mais a invade”, foi o que ele pensou, olhando aquela mulher-menina ali, deitada e relatando a história dela e de Antoine.

Vestida com camisa larga e longa, cor bege, pernas torneadas em legging de cotton com estampa em xadrez, tons de marrom, os cabelos soltos espalhados nas almofadas, mãos de unhas pintadas de um vermelho-paixão, o rosto lavado, um colar comprido de onde uma madrepérola em forma de sol pendia brilhando, assim ele a via, uma viajante que lhe contava sobre seus sonhos parisienses.

A sessão devia terminar, mas ela estava no auge da descrição sobre o que esperava dos seus momentos com Antoine, já que este viria de longe, a mais de 500 km de Paris, e , juntos, passariam pelo menos um dia a passear nas ruas e nos cafés da cidade. Ela sabia que voltariam no tempo. Algumas almas de amantes de séculos anteriores os iriam acompanhar, talvez uma legião delas, satisfeitas pela disposição do casal em vivenciar aquele gênero quase ultrapassado de enternecimento e desejo.

Caminhariam de mãos dadas, ela relatou, se abraçariam ao parar em determinados lugares, para olharem juntos a paisagem e seus olhos fixariam nas retinas quadros inesquecíveis pintados por suas memórias, com aura de eternidade. Seriam os pintores da sua obra de arte, uma sequência de imagens em branco e preto, em seguida, evoluiriam para peças coloridas, onde estariam protegidos por roupas dos séculos dos Luizes franceses, e se sentiriam com membros de uma corte irresponsável, insensível ao clamor da gente pobre.

Não, Marie emendou a tempo, ela e Antoine, eram dois camponeses em busca de melhores oportunidades de vida na cidade grande. E ali estavam, para obter o pão, não os brioches, eles eram trabalhadores, fariam de tudo para sobreviver no meio de um mundo tão desigual. Talvez ela pudesse ajudar senhoras a se enfeitarem para seus amados, penteá-las, seria uma boa dama de companhia. Antoine, um bom cocheiro, um condutor de carruagens. E, nos instantes roubados do tempo, eles marcariam encontros fortuitos,em recantos à beira do rio Sena.

Marie e Antoine se beijariam, pela primeira vez, bem no meio de uma linda ponte, com as águas passando sob seus pés, o mundo avançando, e seus olhos fechados, guardando o futuro.

Ao acordarem, ela disse ao analista, veriam que estavam no século XXI, vestiam-se de jeans e jaquetas, calçavam um desses esportivos tênis para caminhada, e, a Paris dos turistas fervia à sua volta. Descobririam que todos tinha tanta pressa, inclusive eles se viram assim também, correndo contra o tempo, precisavam se amar em ritimo alucinante, tudo estava tão programado na vida de ambos, que só seria possível entender que era mesmo um acelerado sonho aquilo tudo.

Daí, que, fechando a sessão de análise, Marie deu um pulo do sofá buscou as sandálias, foi se despedindo e explicando que ela não inventara Antoine, que ele era real, só que ela o esperava há muitos séculos. Acrescentou que todos, na humanidade, aguardam centenas de anos pela realização de seus sonhos mais profundos.

Deu então um beijo no rosto do analista,e, carinhosamente, sussurrou: -Ora, ninguém melhor que você para entender que nosso inconsciente é como uma alma perdida vagando a buscar histórias escondidas, não é? Pois, acabo de achar uma delas, e nem tenho como fugir desse enredo, porque ele é como eu sonhei por toda a vida. Antoine me espera, vou voar para estar junto dele, depois de mil cartas de amor que não chegaram, que se extraviaram em porões de navios piratas, esatmaos na era do computador. Nos encontramos na internet, gravamos nossas conversas, salvamos na pasta de favoritos, trocamos mensagens de carinho, fotos,já nos telefonamos, e agora, já nos sentimos mesmo é nas ruas de Paris, juntinhos, rindo à-toa.

Marie desceu entao as escadas para a saída do prédio, sentiu a mirada do seu analista que acompanhou seus passos, suas costas captaram e seus sentidos decifraram como ele a definiu, internamente:

- ” Uma boa contadora da própria história”

Foi nesse instante, que ele, por acompanhá-la há tantos anos, desejou com sinceridade, que Antoine não a decepcionasse.”Marie merece criar uma história com final feliz”, ele concluiu!

Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro.




A vida é tão rara


Andrea Bocelli


Quarentena


Felicidades


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Harari : isso não é peste negra

'Isso nao é a peste negra; não é como se não tivéssemos ideia do que está matando as pessoas', diz Harari

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Image copyrightGETTY IMAGESYuval Noah Harari
Image caption'Não é a Idade Média. Não é a peste negra. Não é como se as pessoas estivessem morrendo e não tivéssemos ideia do que as está matando e o que pode ser feito sobre isso', diz Harari.

Que tipo de sociedade surgirá desta pandemia? Os países estarão mais unidos ou mais isolados? Ferramentas de vigilância serão usadas para proteger ou oprimir os cidadãos?
As escolhas que estamos fazendo para combater a covid-19 moldarão nosso mundo nos próximos anos, afirma o historiador israelense Yuval Noah Harari, autor de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade .
Em uma entrevista ao programa Newshour da BBC, o escritor trouxe reflexões sobre os desafios diante de nós.
"A crise nos obriga a tomar decisões muito importantes e tomá-las rapidamente. Mas temos opções."

"Talvez as duas opções mais importantes sejam: se enfrentamos esta crise por meio do isolamento nacionalista ou se enfrentamos através da cooperação e solidariedade internacionais", afirmou. "Em segundo lugar, dentro de um país, as opções são tentarmos superar a crise por meio de controle e vigilância totalitário e centralizado, ou por meio da solidariedade social e do empoderamento dos cidadãos", acrescentou. 
A pandemia de coronavírus levantou questões tanto científicas quanto políticas, ressaltou Harari.
No entanto, ele afirma que, embora tenhamos abordado alguns dos desafios científicos, pensamos menos sobre como reagimos aos desafios políticos.
"A humanidade tem tudo o que precisa para conter e superar essa epidemia", afirmou. "Não é a Idade Média. Não é a peste negra. Não é como se as pessoas estivessem morrendo e não tivéssemos ideia do que as está matando e o que pode ser feito sobre isso."
Cientistas chineses já identificaram e sequenciaram o vírus Sars-CoV-2 no centro do surto. Muitas outras nações têm conduzido investigações semelhantes.
Embora não haja cura para a covid-19, os pesquisadores fizeram progressos na busca de uma vacina usando a mais recente tecnologia médica e inovação.
E sabemos que algumas ações, como lavagem das mãos e distanciamento social, podem ajudar a nos proteger do vírus e evitar que ele se espalhe.
"Entendemos completamente o que estamos enfrentando e temos a tecnologia, temos o poder econômico para superar isso", disse Harari. "A pergunta é: como usamos esses poderes? E essa é principalmente uma questão política."

Tecnologia perigosa

No contexto de uma emergência, os processos históricos avançam rapidamente e as decisões que normalmente levariam anos de deliberação são tomadas da noite para o dia, argumentou Harari em um artigo publicado no jornal Financial Times em 20 de março.
As tecnologias de vigilância que estão sendo produzidas a uma velocidade vertiginosa podem ser colocadas em prática sem desenvolvimento adequado ou debate público, ressalta o escritor.
Nas mãos erradas, diz Harari, essas tecnologias podem ser usadas pelos governos para "instituir regimes de vigilância total que coletam dados de todos e depois tomam decisões de maneira opaca".
Em Israel, por exemplo, o governo aumentou o poder dos serviços secretos - e não apenas o das autoridades de saúde - para acessar dados como a localização de pessoas que foram infectadas.
Isso também foi testado na Coreia do Sul, mas Harari acredita que no país asiático houve maior transparência.
Na China, que possui uma das operações de vigilância mais sofisticadas do mundo, foi usado reconhecimento facial para multar cidadãos que quebraram a quarentena.
Isso pode se justificar no curto prazo, disse Harari, mas ele aponta que há riscos se essas medidas se tornarem permanentes.

Imagquebraram a quarConcordo que os governos tomem medidas fortes, às vezes radicais, tanto em termos de assistência médica quanto econômica. Mas, em primeiro lugar, isso tem deveria ser feito por um governo que represente todo o povo", afirmou. "Em tempos normais, você pode governar um país com o apoio de apenas 51% da população. Mas, em um momento como esse, o governo precisa representar e cuidar efetivamente de todos", disse ele.

Falta de união versus cooperação

Segundo Harari, nos últimos anos, governos eleitos ou formados sob égides nacionalistas e populistas dividiram sociedades em dois campos hostis e aumentaram o ódio por estrangeiros e nações estrangeiras.
Mas a crise global de saúde mostrou que as pandemias não discriminam grupos sociais ou países.
Devemos escolher entre seguir o caminho da divisão ou o da cooperação diante das adversidades, destacou o historiador.
Vários países focaram em uma abordagem mais individualista na administração da crise, convocando empresas privadas a contribuírem no combate à covid-19 com infraestrutura e suprimentos médicos.
Os Estados Unidos foram particularmente criticados por supostamente minarem tentativas de outros países a obter máscaras, produtos químicos e respiradores.
Teme-se que as vacinas produzidas em laboratórios nos países ricos não cheguem aos países em desenvolvimento e aos mais pobres em quantidades suficientes.
E, no entanto, dadas as possibilidades de cooperação hoje, lições aprendidas por um grupo de cientistas chineses pela manhã, podem, à noite, salvar uma vida em Teerã, no Irã, disse Harari.
É "muito mais racional" fortalecer a cooperação global, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e a distribuição justa de recursos humanos e materiais entre todos os países afetados pela doença.
"Na verdade, teríamos que olhar para a Idade da Pedra para encontrar a última vez que as pessoas puderam se defender completamente contra epidemias por meio do isolamento", disse ele.
"Mesmo na Idade Média, as epidemias se espalharam, como foi o caso da peste negra no século 14.".

Isso pode mudar nossa natureza social?

Quaisquer que sejam os resultados de nossas escolhas, o renomado historiador acredita que continuaremos sendo "animais sociais".
O vírus "está explorando a melhor parte da natureza humana", ou seja, nosso instinto de sentir compaixão e estar próximo daqueles que adoecem, ele disse.
"O vírus tira vantagem disso para nos infectar. E agora é preciso manter esse isolamento social e ser inteligente e agir com a cabeça, e não apenas com o coração", ele insiste.
"Mas é muito difícil para nós, como animais sociais. Acredito que quando a crise acabar, as pessoas sentirão ainda mais a necessidade de estabelecer vínculos. 

When I fall in love


Bob Fernandes


Do grupo de mulheres jornalistas do qual participo

O grupo tem profissionais espalhadas em vários países.  Foi criado pela jornalista carioca Luiza Xavier.


Sobre os novos modelos de economia pós pandemia:

"A primeira notícia de reconhecimento que o mundo não será o mesmo e por isso será preciso novos jeitos de pensar e agir. Amsterdam anuncia que irá adotar o modelo doughnut de economia. A premissa desse olhar é interromper a lógica do crescimento a qualquer custo e *atender necessidades humanas observando os limites do planeta*. Simples, mas é uma verdadeira quebra do paradigma econômico contemporâneo. Quem tiver curiosidade de saber mais, encontra bastante material na internet pra pesquisar. Pra gente o simples reconhecimento dessa necessidade e um espaço pra experimentação numa cidade importante do mundo é a grande notícia!

Outra coisa que queremos chamar a atenção são os indícios de confirmação de uma frase que corre há muitos anos, iniciada nos movimentos socioambientais: *o futuro é feminino*.

A principal defensora do conceito, e que irá liderar o processo em Amsterdam, é a economista Kate Raworth, da Universidade Oxford, autora que vem divulgando a ideia pelo mundo. Na nossa newsletter de abril chamamos a atenção para outras ações de mulheres. Destaque pra primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, que semanas antes da pandemia havia anunciado que a incessante busca por crescimento econômico é um mau desnecessário e que *passaria a orientar a economia para comunidade, conexão cultural e equidade no bem estar*. Ela também tem recebido elogios internacionais pela maneira que está liderando a pandemia no seu país. Num exemplo muito menor, mas não menos significativo, aqui no Brasil, enquanto empresas tomaram atitudes duras em relação aos funcionários e ficaram paralisadas (grande maioria conduzida por homens), A Luiza Trajano (Magazine Luiza) foi a primeira a mandar funcionários pra casa sem suspender pagamento, puxou a onda da não demissão, foi uma das primeiras a fazer doação de alguns milhões e cobrar autoridades publicamente.

Não queremos dizer que esses valores considerados femininos está presente somente em mulheres, mas certamente são elas que os carregam e mais colocam no mundo hoje. Num mundo majoritariamente conduzido por homens, as poucas mulheres que estão em posições de poder acabam agindo com valores masculinos a maior parte do tempo. Mas não sempre. Se o coronavirus exige da humanidade mudanças, mais mulheres conscientes em posições de poder,  seja a mais simples de ser feita, e capaz de produzir efeitos que a gente precisa pra lidar com esse mundo novo que vai se revelar pra gente nos próximos meses e anos.

A gente torce que Amsterdam seja uma inspiração pra todo o mundo. 🙏🏾🌎

https://www.theguardian.com/world/2020/apr/08/amsterdam-doughnut-model-mend-post-coronavirus-economy "
https://www.facebook.com/285298128253581/posts/2849351048514930/

Michel Nicolelis tem a palavra!


Das pedras


Não sei. Cora Coalina